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Caminhar pode atrasar Alzheimer em até 7 anos, aponta estudo ligado a Harvard

Pesquisa mostra que atividade simples ajuda a proteger memória e retardar avanço da doença
Redação

Uma descoberta científica tem chamado atenção de médicos, pesquisadores e especialistas em envelhecimento saudável em todo o mundo: caminhar diariamente pode ajudar a retardar o avanço do Alzheimer e preservar a memória por vários anos.

Foto: ReproduçãoIdoso brasileiro caminhando em parque ao amanhecer, hábito que pode adiar Alzheimer em até sete anos
Idoso brasileiro caminhando em parque ao amanhecer, hábito que pode adiar Alzheimer em até sete anos

O estudo foi divulgado pela rede hospitalar Mass General Brigham, ligada à Harvard University, e acompanhou idosos que apresentavam risco elevado para desenvolver Alzheimer, mesmo ainda sem sintomas aparentes da doença.

Os resultados impressionaram os pesquisadores. Segundo a análise, idosos que caminhavam entre 3 mil e 5 mil passos por dia conseguiram retardar em até três anos o avanço do declínio cognitivo. Já aqueles que atingiam cerca de 7.500 passos diários apresentaram atraso de até sete anos no avanço da doença quando comparados a pessoas sedentárias.

Foto: ReproduçãoTênis branco em ritmo de caminhada moderada em calçada de parque urbano
Tênis branco em ritmo de caminhada moderada em calçada de parque urbano

A pesquisa foi publicada na revista científica Nature Medicine e acompanhou pacientes durante vários anos, analisando exames cerebrais, testes de memória e o acúmulo de proteínas associadas ao Alzheimer.

Foto: ReproduçãoIdosa ajustando smartwatch que monitora a meta de 5.000 a 7.500 passos diários
Idosa ajustando smartwatch que monitora a meta de 5.000 a 7.500 passos diários

O que mais chamou atenção dos cientistas foi o fato de que não era necessário ser atleta ou praticar exercícios intensos. Pequenas mudanças na rotina já mostraram impacto positivo no cérebro.

Os pesquisadores identificaram que a caminhada ajuda a desacelerar o acúmulo da proteína tau, relacionada à degeneração cerebral, além de melhorar a circulação sanguínea no cérebro e estimular substâncias importantes para a memória e a proteção dos neurônios.

Foto: ReproduçãoGrupo de idosos caminha junto em parque brasileiro, modelo replicado em programas comunitários do SUS
Grupo de idosos caminha junto em parque brasileiro, modelo replicado em programas comunitários do SUS

Entre essas substâncias está o BDNF, conhecido como “fertilizante natural do cérebro”. Ele ajuda na criação de novas conexões neurais e protege regiões fundamentais para a memória, como o hipocampo — uma das áreas mais afetadas pelo Alzheimer.

Além disso, caminhar regularmente contribui para:

melhorar o sono;

reduzir inflamações;

controlar pressão arterial e diabetes;

diminuir o isolamento social;

estimular o raciocínio e a autonomia dos idosos.

Especialistas explicam que o Alzheimer é uma doença degenerativa e progressiva, que afeta memória, comportamento e funções cognitivas. Embora ainda não exista cura definitiva, estudos mostram que hábitos saudáveis podem retardar significativamente sua evolução.

O alerta é importante também para o Brasil. Estimativas apontam que o país pode chegar a cerca de 5,7 milhões de casos de Alzheimer até 2050, impulsionados pelo envelhecimento da população.

Por isso, médicos e pesquisadores reforçam que atividade física simples e constante pode ser uma das ferramentas mais acessíveis de prevenção.

A recomendação mais comum é iniciar aos poucos:

  • caminhadas leves de 10 minutos;
  • aumento gradual do ritmo;
  • frequência de pelo menos cinco vezes por semana;
  • combinação com boa alimentação, sono regular e interação social.

Os próprios pesquisadores destacam que qualquer movimento já é melhor do que permanecer sedentário. Até tarefas domésticas, pequenas caminhadas e atividades leves contribuem para a saúde cerebral.

Foto: ReproduçãoNeurologista analisa exames de imagem cerebral em busca de marcadores precoces de Alzheimer
Neurologista analisa exames de imagem cerebral em busca de marcadores precoces de Alzheimer

Outro ponto importante é que a caminhada pode ser realizada praticamente sem custo, em parques, ruas, praças e espaços públicos, tornando-se uma estratégia acessível para milhões de pessoas.

Apesar dos avanços de medicamentos e exames modernos para detecção precoce do Alzheimer, a ciência vem reforçando uma mensagem simples: manter o corpo em movimento também é uma forma de proteger o cérebro.

Fonte: Revista40graus, mídias, redes sociais e colaboradores

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