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Talento jovem cria IA que ajuda a identificar sinais de câncer de pele no RS

Projeto de estudantes usa tecnologia acessível para apoiar triagens e ganha destaque internacional
Redação

Dois estudantes de 17 anos de uma escola de Porto Alegre mostraram que inovação e impacto social podem caminhar juntos. Eles desenvolveram o SkinScan, um dispositivo portátil que utiliza inteligência artificial para identificar possíveis sinais de câncer de pele, como o melanoma, a partir da análise de imagens.

Foto: Lucas MagalhãesArthur Duval e o professor Giovane Irribarem de Mello fazem leitura de sinal de pele com dispositivo que identifica suspeitas de câncer
Arthur Duval e o professor Giovane Irribarem de Mello fazem leitura de sinal de pele com dispositivo que identifica suspeitas de câncer

Leve, prático e com cerca de 500 gramas, o equipamento reúne lente, tela touchscreen e um minicomputador em uma estrutura impressa em 3D. Em poucos segundos, a lente registra 12 imagens da lesão e o sistema compara os dados com um banco de mais de 10 mil fotos de tumores benignos e malignos, reunidas a partir de bases médicas e científicas internacionais.

A ideia nasceu da união de dois interesses: a pesquisa teórica da estudante Fernanda Gib sobre câncer de pele e o projeto de robótica do colega Arthur Duval, inicialmente voltado para a Olimpíada Brasileira de Robótica. Com apoio do professor Giovane Irribarem de Mello, do Laboratório de Robótica do Colégio João Paulo I, o projeto ganhou forma e propósito prático.

Pensado como ferramenta de apoio à atenção primária, o SkinScan não substitui o diagnóstico médico, mas pode ajudar na triagem de casos em locais com poucos dermatologistas. “A ideia é reduzir a margem de erro e auxiliar profissionais generalistas, especialmente em postos de saúde”, explica Arthur.

O projeto já conquistou reconhecimento: foi premiado na Mostratec, um dos maiores eventos de ciência estudantil da América Latina, e selecionado para uma feira internacional na Itália, em março. Os alunos também apresentaram a tecnologia no Hospital de Clínicas de Porto Alegre, abrindo caminho para futuras parcerias e testes supervisionados.

Foto: Lucas MagalhãesAparelho SkinScan, feito com impressora 3D, tem formato de pistola e é equipado com lente e microprocessador para analisar imagens
Aparelho SkinScan, feito com impressora 3D, tem formato de pistola e é equipado com lente e microprocessador para analisar imagens

Com precisão atual de 77% — número considerado promissor para um projeto educacional em evolução —, os próximos passos incluem aprimorar a lente, refinar o modelo de IA e buscar investimentos. O custo estimado do equipamento é de cerca de R$ 1.100, o que reforça seu potencial de aplicação em larga escala.

Em um estado com alta incidência de câncer de pele e muitos municípios pequenos e afastados de centros especializados, o SkinScan surge como exemplo de como criatividade, ciência e juventude podem contribuir para uma saúde mais acessível — e com sotaque gaúcho de inovação.

Fonte: Revista40graus, mídias e colaboradores

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