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Gustavo pela Cidade

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Gustavo Henrique é pai de autista, formado em Direito, especialista em marketing político e comercial, Servidor Público, empreendedor social e ativista. " Sua Vontade de vencer só pode ser dominada por você, jamais pelo medo. O resultado do que fazemos, nos espera mais adiante ". WhatsApp: (86) 99828-0000 As publicações feitas neste espaço são de inteira responsabilidade do autor e podem não representar necessariamente o pensamento deste site revista.

Comissão bilionária tenta salvar limpeza que nunca convenceu

Após crise no lixo, Prefeitura promete nova licitação enquanto população convive com sujeira

A Prefeitura de Teresina resolveu agir ao menos no papel. O prefeito Sílvio Mendes (União Brasil) instituiu, por decreto publicado nesta quinta-feira (26), uma Comissão Especial de Contratação para conduzir a tão aguardada licitação dos serviços de limpeza pública e conservação urbana da capital.

Foto: Revista40grausGestão Silvio Mendes firma contrato de R$ 14,8 milhões sem licitação para alimentação hospitalar
Silvio Mendes 

A iniciativa surge em meio a um cenário já conhecido pelos teresinenses: acúmulo de lixo, coleta irregular e bairros inteiros reclamando da precariedade do serviço. Enquanto a população enfrenta o mau cheiro e os transtornos, a gestão municipal aposta na criação de mais uma comissão como resposta institucional para um problema que há tempos salta aos olhos e às calçadas.

A nova licitação pode alcançar a cifra de R$ 1,4 bilhão para cinco anos de contrato. Um valor robusto que contrasta com a percepção popular sobre a qualidade do serviço prestado até aqui. Atualmente, a limpeza urbana consome cerca de R$ 18 milhões por mês, ultrapassando R$ 200 milhões por ano praticamente o equivalente à arrecadação anual de IPTU, segundo o próprio prefeito.

Foto: ReproduçãoCaminhão de lixo em Teresina
Caminhão de lixo em Teresina

Mesmo com esse volume expressivo de recursos, 2024 foi marcado por falhas na coleta e pela necessidade de contratos emergenciais. A promessa agora é que, com a comissão formada por ao menos quatro membros e respaldo na Lei nº 14.133/2021, o processo ganhe caráter mais técnico e colegiado.

Na prática, caberá ao grupo conduzir sessões públicas, analisar propostas, julgar habilitações, elaborar relatórios e encaminhar a futura contratação. Tudo dentro dos trâmites formais que a legislação exige e que a cidade espera que, desta vez, resultem em ruas limpas de fato, não apenas em decretos publicados.

A modelagem prevê ainda a separação dos serviços de coleta, operação de aterro sanitário, manutenção de aterro de inertes e tratamento de chorume, numa tentativa de ampliar o controle e a especialização. Resta saber se a reorganização administrativa virá acompanhada da eficiência que os moradores cobram há meses.

Entre cifras bilionárias e promessas de modernização, o desafio continua simples e direto: garantir que o lixo saia das portas das casas no dia certo. Afinal, para quem convive com a coleta irregular, comissão nenhuma substitui o caminhão que não passa.

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