Quando a cultura vira prioridade de verdade
Governo do Piauí lança editais e coloca R$ 31 milhões para circular na arte
RedaçãoSe alguém ainda tinha dúvida se cultura é investimento ou “despesa”, o Palácio de Karnak tratou de responder com números — e dos grandes. Nesta quarta-feira (11), o Governo do Piauí lança nove editais da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) e cinco do SIEC, consolidando um pacote de R$ 31 milhões para a cultura em 2026. Nada mal para quem acha que arte vive só de aplauso.
A solenidade, conduzida pelo governador Rafael Fonteles ao lado de gestores, artistas e fazedores de cultura, marca mais uma etapa da parceria com o Governo Federal, por meio do Ministério da Cultura. A PNAB, política permanente criada na gestão do presidente Lula e articulada nacionalmente pela ministra Margareth Menezes, chega ao Piauí com força total — e com orçamento robusto.
Dos R$ 31 milhões previstos na PNAB 2026, mais de R$ 16 milhões serão destinados a obras e melhorias estruturais na área cultural, enquanto R$ 14,7 milhões irão direto para editais de fomento. São 316 vagas distribuídas em nove editais que contemplam periferias, cultura popular, bibliotecas comunitárias, artesanato, projetos livres e ações continuadas. Cultura descentralizada, espalhada pelos territórios — como deve ser.
E não para por aí. O Piauí Mais Cultura – SIEC também entra em cena com cinco editais inéditos em 2026, totalizando R$ 14 milhões. Tem recurso para gastronomia, ocupação de centros históricos, audiovisual, projetos livres e até cultura voltada para crianças. A economia criativa agradece — e o público também.
Outra novidade é o lançamento de uma nova plataforma digital para inscrições, prometendo mais agilidade e transparência. Para participar, é preciso estar no Mapa da Cultura do Piauí — porque planejamento e organização também fazem parte do espetáculo.
A programação inclui ainda a assinatura para aquisição do MovCEU, equipamento cultural itinerante que vai levar arte e formação para centros urbanos, periferias e interior; a ordem de serviço para reforma e modernização do Museu do Piauí; e a certificação de cinco Patrimônios Vivos do estado, reconhecendo mestres e mestras da cultura popular.
Como destacou o secretário Rodrigo Amorim, trata-se de um marco para a política cultural piauiense. E, desta vez, não é força de expressão: são editais, investimentos, equipamentos e reconhecimento acontecendo juntos.
No fim das contas, enquanto alguns ainda discutem se cultura é prioridade, o Piauí parece ter decidido responder com edital publicado e recurso garantido. E, convenhamos, é um roteiro que merece aplausos.