BNDES impulsiona economia com R$ 366 bi e crédito recorde em 2025

Banco injeta cerca de R$ 1 bi por dia e fortalece indústria, agro e pequenos negócios
Redação
Foto: Reprodução
Mercadante, presidente do BNDES

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social consolidou, em 2025, um dos melhores desempenhos de sua história ao alcançar R$ 366 bilhões em fomento à economia brasileira. O volume representa uma média de aproximadamente R$ 1 bilhão por dia em crédito e garantias, evidenciando o papel estratégico da instituição no estímulo ao crescimento sustentável do país.

O resultado expressivo reflete um avanço de 32% em relação ao ano anterior, com recursos direcionados a setores fundamentais como indústria, agropecuária, comércio, serviços e infraestrutura. Para o presidente do banco, Aloizio Mercadante, o desempenho reforça o compromisso com a modernização produtiva, a inovação e a transição para uma economia mais verde e competitiva.

Além da expansão no crédito, o BNDES registrou lucro recorrente recorde de R$ 15,2 bilhões crescimento de 15,4% frente a 2024 consolidando-se como uma das instituições mais eficientes do sistema financeiro nacional. O resultado também contribui diretamente para o equilíbrio fiscal, com pagamento de dividendos relevantes à União.

Continue lendo após a publicidade

De acordo com o diretor de Planejamento, Nelson Barbosa, a maior parte das operações ocorre a taxas de mercado, garantindo que a atuação do banco esteja alinhada à política monetária, sem gerar distorções. O patrimônio líquido da instituição também atingiu um marco histórico, chegando a R$ 172 bilhões.

Crédito mais acessível para pequenos negócios

Um dos destaques de 2025 foi a ampliação do acesso ao crédito para micro, pequenas e médias empresas (MPMEs), responsáveis pela maior parte dos empregos no país. As aprovações somaram R$ 224 bilhões, alta de 43% em relação a 2024 e crescimento expressivo frente a 2022.

Com o apoio de instrumentos como o FGI-PEAC, o BNDES ampliou a oferta de garantias, reduzindo barreiras de acesso ao financiamento e democratizando o crédito. Esse movimento fortalece o empreendedorismo e estimula a geração de renda em todo o Brasil.

Indústria lidera retomada do crescimento

A indústria foi o setor que mais se destacou no avanço das aprovações, alcançando R$ 71 bilhões em 2025 crescimento de 35% em relação ao ano anterior. Pelo segundo ano consecutivo, o segmento superou o agronegócio em volume de recursos, sinalizando a retomada da agenda de reindustrialização.

Programas estratégicos como o Nova Indústria Brasil já somam R$ 301,7 bilhões em aprovações desde 2023, com foco em inovação, produtividade e competitividade internacional.

O apoio às exportações também ganhou força, totalizando R$ 24 bilhões. Parte desse resultado está associada ao Plano Brasil Soberano, que auxiliou empresas impactadas por mudanças no cenário internacional, garantindo estabilidade e proteção à economia nacional.

Agro e serviços seguem em expansão

O agronegócio manteve trajetória de crescimento consistente, com R$ 54,3 bilhões em aprovações, acumulando expansão de 100% nos últimos três anos. Programas como o Pronaf continuam sendo essenciais para fortalecer a agricultura familiar e ampliar a produção sustentável.

Já os setores de comércio e serviços registraram R$ 41,2 bilhões em financiamentos, consolidando o papel do banco no apoio a toda a cadeia produtiva.

Crescimento com solidez e baixa inadimplência

O desempenho do BNDES também se destaca pela qualidade. A inadimplência foi de apenas 0,06% — muito abaixo da média do Sistema Financeiro Nacional, que ficou em 4,08% no período. Os ativos totais alcançaram R$ 962,5 bilhões, maior valor já registrado pela instituição.

A carteira de crédito expandida chegou a R$ 663,6 bilhões, enquanto a carteira de participações societárias somou R$ 86,4 bilhões, incluindo investimentos em grandes empresas brasileiras como Petrobras, JBS, Eletrobras e Copel.

Com crescimento robusto, responsabilidade fiscal e foco no desenvolvimento sustentável, o BNDES reafirma seu protagonismo como motor da economia brasileira e aliado estratégico do Governo Federal do Brasil na geração de empregos, renda e oportunidades.

Leia também