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Lula critica privatização da BR Distribuidora e cobra controle sobre combustíveis

Presidente responsabiliza governos anteriores por perda de influência nos preços dos combustíveis
Redação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a criticar a privatização da antiga BR Distribuidora, atualmente chamada Vibra Energia, e afirmou que o Brasil perdeu capacidade de influência sobre os preços dos combustíveis após a venda da estatal durante governos anteriores.

A declaração foi dada nesta sexta-feira (30), durante o lançamento da plataforma de streaming Tela Brasil, no Rio de Janeiro. Ao comentar os impactos da tensão internacional envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã sobre o mercado do petróleo, Lula destacou que o Brasil foi um dos primeiros países a adotar medidas para tentar reduzir os efeitos da volatilidade internacional sobre a população.

Apesar disso, o presidente afirmou que o país hoje enfrenta limitações por não possuir mais uma grande distribuidora estatal capaz de atuar no mercado regulando preços.

Foto: Ricardo Stuckert / PRPresidente Lula
Presidente Lula

“O que o povo brasileiro ganhou com a privatização da BR Distribuidora? Com a venda da Liquigás? Hoje não temos controle. Não temos uma distribuidora para controlar os preços”, declarou Lula.

O presidente também voltou a defender a importância estratégica da Petrobras para a soberania energética nacional e criticou iniciativas de privatização da companhia em gestões passadas.

“Eu sempre acho que a Petrobras é do Estado brasileiro, mas quantas pessoas tentaram privatizar?”, afirmou.

A antiga BR Distribuidora foi privatizada durante o governo de Jair Bolsonaro, dentro da política de redução da participação estatal no setor de combustíveis. Críticos da medida apontam que, após a privatização, o governo federal perdeu instrumentos importantes para atuar diretamente na formação dos preços ao consumidor.

Durante o evento, Lula também fez críticas à condução das políticas culturais após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Segundo ele, programas culturais ficaram paralisados nos governos seguintes.

O presidente afirmou que sua gestão retomou investimentos na área cultural, destacando a ampliação dos Pontos de Cultura no país. “Nós criamos 4 mil Pontos. No governo deles, não foi criado nenhum. Agora o país tem 16 mil Pontos de Cultura”, concluiu.

Fonte: Revista40graus, mídias, redes sociais e colaboradores

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