Brasil soma 70 bilionários na lista da Forbes e a pergunta inevitável aparece
Fortunas bilionárias crescem enquanto debate sobre retorno social no país continua aberto
RedaçãoO Brasil voltou a marcar presença no ranking anual de bilionários divulgado pela revista Forbes nesta terça feira (10). Ao todo, o país aparece com 70 nomes na lista, um número respeitável para uma economia emergente e que também desperta uma curiosidade inevitável: além de acumular cifras impressionantes, qual é o tamanho do retorno social dessas fortunas dentro do próprio país?
No topo da lista pelo terceiro ano consecutivo está o empresário Eduardo Saverin, cofundador do Facebook, hoje parte da Meta. Sua fortuna chegou a 35,9 bilhões de dólares, cerca de 184 bilhões de reais. O patrimônio cresceu aproximadamente 4 por cento em relação ao ano anterior, acompanhando os resultados robustos da empresa de tecnologia.
A distância para o segundo colocado é grande. O banqueiro André Esteves, do BTG Pactual, aparece com cerca de 20,2 bilhões de dólares.
Entre os dez mais ricos do país também aparecem nomes bastante conhecidos do mercado financeiro e do mundo corporativo, como Jorge Paulo Lemann e Carlos Alberto Sicupira, ligados ao grupo 3G e à Ambev, além de integrantes da família Moreira Salles, historicamente associada ao antigo Unibanco e hoje ao Itaú Unibanco.
A presença dominante do setor financeiro chama atenção. Dos dez brasileiros mais ricos, sete têm atividades diretamente ligadas a bancos ou investimentos. Isso porque o ranking é calculado principalmente a partir do valor de ações negociadas em bolsa, além de patrimônios como imóveis e obras de arte.
Entre as mulheres da lista aparece Ana Lucia Villela, integrante do conselho de administração do Itaú, com uma fortuna estimada em 2,5 bilhões de dólares.
Outro destaque curioso é o da jovem Amelie Voigt Trejes, de 20 anos, que aparece entre as bilionárias mais jovens do mundo graças à herança ligada ao fundador da WEG.
Os dez brasileiros mais ricos segundo a Forbes:
- Eduardo Saverin – 35,9 bilhões de dólares
- André Esteves – 20,2 bilhões de dólares
- Jorge Paulo Lemann e família – 19,8 bilhões de dólares
- Fernando Roberto Moreira Salles – 9,9 bilhões de dólares
- Pedro Moreira Salles – 9,1 bilhões de dólares
- Jorge Moll Filho e família – 7,5 bilhões de dólares
- Marcel Herrmann Telles – 7,4 bilhões de dólares
- Carlos Alberto Sicupira e família – 6,9 bilhões de dólares
- Miguel Krigsner – 6,8 bilhões de dólares
- Alex Behring – 5,8 bilhões de dólares
O ranking impressiona pelos números e pelo crescimento das fortunas. Ao mesmo tempo, reacende um debate frequente no país: em uma nação com tantas desigualdades sociais, até que ponto parte dessa riqueza retorna para a sociedade em forma de investimentos, empregos, inovação ou ações sociais.
Os bilionários brasileiros ajudam a movimentar grandes empresas, gerar negócios e empregos. Mas a curiosidade pública continua legítima. Afinal, quando se fala em dezenas de bilhões de dólares acumulados, muita gente quer saber não apenas quem ficou mais rico, mas também quanto desse sucesso acaba, de alguma forma, voltando para o próprio Brasil.