Comércio celebra clima positivo e projeta o melhor Natal em uma década

Vendas devem chegar a quase R$ 73 bilhões, impulsionadas pelo 13º e maior fluxo nas lojas
Redação

A poucos dias do Natal, o comércio brasileiro vive um cenário de confiança e boas expectativas. De acordo com a Confederação Nacional do Comércio (CNC), este pode ser o melhor Natal para o setor desde 2014, com vendas estimadas em quase R$ 73 bilhões — crescimento de 2% em relação a 2024.

Foto: Ascom Sindilojas
Comércio

Levantamento da Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro mostra que os consumidores estão priorizando presentes tradicionais, como vestuário, calçados e acessórios, além de brinquedos, lembrancinhas, itens de perfumaria e eletrônicos. Com o pagamento do 13º salário, lojistas relatam aumento significativo no movimento, especialmente nos últimos dias que antecedem a data.

No Rio de Janeiro, seis em cada dez moradores afirmam que pretendem presentear neste Natal, número ligeiramente superior ao do ano passado. Embora o orçamento médio seja um pouco mais ajustado, o espírito de celebração segue firme, com escolhas mais planejadas e foco no custo-benefício.

Continue lendo após a publicidade

Na Rua 25 de Março, maior polo de comércio popular do país, a expectativa é de crescimento de até 8% nas vendas. Produtos com personagens infantis, a grande tendência do momento, lideram a preferência dos consumidores e animam os lojistas.

O varejo chega ao período natalino com forte impulso sazonal. Em média, as vendas crescem 25% de novembro para dezembro, podendo alcançar até 80% nos segmentos de vestuário e acessórios. Alimentos, roupas e calçados continuam sendo os principais motores desse desempenho.

Mesmo com desafios econômicos, o mercado de trabalho permanece aquecido, com taxa de desemprego em 5,6% no trimestre encerrado em setembro e aumento de 5,5% da massa real de rendimentos em relação ao ano anterior. Esses fatores ajudam a sustentar o consumo e a confiança das famílias.

Outro ponto positivo é a desaceleração dos preços típicos do Natal. A cesta de itens mais consumidos na data deve registrar alta de 2,5% em 12 meses até dezembro, abaixo dos 6,1% observados em 2024, trazendo alívio ao bolso do consumidor.

Com planejamento, preços mais comportados e um ambiente de maior confiança, o Natal de 2025 se desenha como um período de recuperação, movimento intenso no comércio e boas oportunidades para consumidores e lojistas em todo o país.

Leia também