Conta de luz pode subir bem acima da inflação e levanta questionamentos

Mesmo com bandeira verde, previsão de alta reacende debate sobre tarifas
Redação

A projeção de aumento de cerca de 8% na conta de energia em 2026, divulgada pela Agência Nacional de Energia Elétrica, já começa a pesar no bolso antes mesmo de chegar. O percentual chama atenção por ficar muito acima das estimativas de inflação, como o IPCA e o IGPM, levantando uma pergunta direta, será que esse reajuste é realmente necessário?

Segundo a agência, o principal fator é o crescimento da Conta de Desenvolvimento Energético, além de custos ligados ao risco hidrológico e às receitas das transmissoras. Mas, para o consumidor, a explicação técnica nem sempre alivia o impacto prático, que é pagar mais caro por um serviço essencial.

Foto: Reprodução

O ponto que causa ainda mais estranheza é o cenário atual. O país segue sob bandeira verde, sem cobrança adicional na tarifa, reflexo do bom volume de chuvas registrado em fevereiro e que continua em março. Ou seja, as condições de geração são favoráveis, o que, em tese, deveria ajudar a conter aumentos mais expressivos.

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Mesmo com alguns fatores que podem reduzir o impacto, como devolução de créditos tributários e estabilidade de tarifas específicas, a previsão geral ainda aponta alta significativa. Para Norte e Nordeste, há promessa de alívio com descontos médios, mas o aumento nacional continua sendo a principal preocupação.

No fim das contas, fica a sensação de descompasso. De um lado, chuvas, reservatórios mais confortáveis e bandeira verde. Do outro, uma previsão de reajuste que ultrapassa com folga a inflação. Para o consumidor, a conta não fecha tão facilmente assim.

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