Correios detalham plano de reestruturação com desligamento de 15 mil funcionários e fechamento de mil agências

Ações tem como objetivos a interrupção dos 12 trimestres seguidos de prejuízo e a retomada do lucro em 2027
Redação
Foto: Reprodução | Pedro Ladeira/Folhapress
O presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, durante uma coletiva de imprensa em Brasília

O presidente dos Correios, Emmanuel Rondon, detalhou, nesta segunda-feira (29), o plano de reestruturação da estatal, que prevê cortes de R$ 2 bilhões em gastos com pessoal, venda de imóveis, fechamento de mil agências e reformulação da estrutura de cargos e salários. As informações foram cedidas durante uma coletiva de imprensa em Brasília.

A empresa vai implementar um novo programa de demissão voluntária (PDV) e espera, entre 2026 a 2027, desligar 15 mil funcionários - o que representa um corte de 18% na folha de pagamento.

O plano de reestruturação apresentado tem o objetivo de reverter os 12 trimestres seguidos de prejuízos.

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Entre as medidas informadas, está a assinatura de um contrato de empréstimo de R$ 12 bilhões com bancos públicos e privados. Segundo Rondon, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e o Bradesco vão aportar R$ 3 bilhões cada um, enquanto Santander e Itaú vão emprestar outros R$ 1,5 bilhão cada.

As ações fazem parte do compromisso firmado pelos Correios com bancos e governo federal de voltar a ter lucro a partir de 2027. Parte da estratégia se baseia em:

  • reduzir em R$ 2,1 bilhões nos custos com pessoal;
  • vender R$ 1,5 bilhão em imóveis não operacionais;
  • fechar cerca de mil agências
  • reformular o plano de saúde para reduzir o custo em R$ 500 milhões anuais.

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