Emprego formal cresce no Piauí e serviços lideram geração de vagas
Estado fechou 2025 com mais de 21 mil novos postos; comércio e construção também avançam
RedaçãoO Piauí iniciou 2026 mantendo a trajetória de expansão do emprego formal. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) apontam que o estado encerrou 2025 com saldo positivo de 21.022 postos com carteira assinada — resultado de 167.430 admissões e 146.408 desligamentos.
O crescimento foi registrado na maior parte dos grandes setores da economia. O segmento de serviços liderou a geração de vagas, com 9.537 novos vínculos, seguido por comércio (4.393) e construção civil (3.840).
Tecnologia amplia oportunidades, mas exige qualificação
Dentro do setor de serviços, a área de tecnologia mantém ritmo de expansão, impulsionada pela digitalização e pelo trabalho remoto. Profissionais com atuação em inteligência artificial e cibersegurança encontram oportunidades, embora o mercado esteja mais competitivo do que no período da pandemia.
A prática e a apresentação de projetos e portfólio têm sido diferenciais para a inserção profissional, inclusive antes da conclusão da graduação. O modelo remoto também possibilita atuação para empresas de outros estados e países.
Comércio concentra entrada de jovens
O comércio se consolidou como uma das principais portas de entrada para o mercado formal, especialmente para jovens entre 18 e 24 anos — faixa etária que liderou o número de admissões no estado.
A maioria das vagas exige ensino médio completo, refletindo a força de funções como vendedor, atendente e representante comercial.
Medicina: demanda existe, mas inserção requer estratégia
Na área da saúde, a Medicina segue com alta procura entre estudantes, mas o ingresso no mercado envolve desafios. Recém-formados costumam iniciar a carreira em plantões de urgência e emergência ou em unidades básicas.
Apesar da demanda nacional por médicos, a distribuição das oportunidades é desigual, com maior saturação nos grandes centros. O modelo de contratação predominante é como prestador de serviço, o que oferece flexibilidade, mas menor estabilidade.
Sine intermedeia contratações
A principal porta de acesso às vagas é o Sistema Nacional de Emprego (Sine), responsável por intermediar trabalhadores e empresas. Segundo o órgão, o maior volume de encaminhamentos está concentrado no comércio, seguido por serviços administrativos, logística, construção civil e, mais recentemente, indústria.
Empresas relatam dificuldade em encontrar candidatos qualificados, especialmente para funções que exigem conhecimento técnico específico.
Para concorrer, é necessário manter cadastro atualizado em um posto do Sine, apresentando documento de identificação, comprovante de endereço e certificados de cursos. O órgão destaca que o encaminhamento só ocorre após atualização cadastral conforme o perfil da vaga disponível.