Governo Lula monitora possibilidade de novas sanções dos Estados Unidos ao Brasil

Planalto avalia cenário após manutenção da emergência nacional e acompanha desdobramentos da relação bilateral
Redação

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acompanha a possibilidade de uma nova rodada de medidas adotadas pelos Estados Unidos contra o Brasil. A avaliação ocorre após a confirmação de novas tarifas comerciais e da decisão do governo norte-americano de prorrogar, por mais um ano, a declaração de emergência nacional relacionada ao país.

Foto: Reprodução | Ricardo Stuckert
Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República

Nos bastidores do Palácio do Planalto, auxiliares do presidente consideram que a medida pode abrir espaço para novas sanções por parte da administração norte-americana. Entre as hipóteses analisadas está uma eventual aplicação da Lei Magnitsky contra autoridades brasileiras, além da possibilidade de novas restrições diplomáticas ou econômicas.

Ao anunciar a prorrogação da emergência nacional, a Casa Branca afirmou que determinadas ações do governo brasileiro continuam sendo consideradas uma ameaça à segurança nacional, à política externa e à economia dos Estados Unidos.

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O tema ganhou destaque porque, em julho de 2025, os Estados Unidos aplicaram sanções com base na Lei Magnitsky ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e à sua esposa, Viviane Barci de Moraes. As medidas foram posteriormente revogadas, em dezembro daquele ano, durante um período de aproximação diplomática entre os governos brasileiro e norte-americano.

Outro fator acompanhado pelo governo brasileiro é a recente negativa de vistos a dois integrantes do Departamento de Estado dos Estados Unidos, que pretendiam cumprir agenda no Brasil. Integrantes do Palácio do Planalto avaliam que o episódio pode contribuir para ampliar as tensões diplomáticas entre os dois países.

Apesar das incertezas, a orientação do governo brasileiro é manter uma postura de cautela. Segundo integrantes da administração federal, eventuais respostas às medidas adotadas pelos Estados Unidos deverão ser analisadas de forma estratégica, com o objetivo de preservar os canais de diálogo e evitar um agravamento das relações bilaterais.

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