INSS terá fila nacional para reduzir tempo de espera

Tempo médio para concessão de benefício caiu de 64 para 35 dias
Laerte Alves

O Programa de Gerenciamento de Benefícios (PGB) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) passou por atualizações com a finalidade de agilizar a análise e a conclusão dos processos previdenciários. As alterações buscam reduzir o tempo de espera dos segurados e melhorar a eficiência no atendimento.

Entre as principais medidas adotadas está a nacionalização da fila de requerimentos, estratégia que permite redistribuir a força de trabalho entre as regiões do país, direcionando servidores de unidades com melhor desempenho para auxiliar na análise de processos acumulados em locais com maior demora. As novas diretrizes foram oficializadas por meio de publicação no Diário Oficial da União.

Segundo o presidente do INSS, Gilberto Waller, a iniciativa prioriza os benefícios com maior número de solicitações pendentes. “A proposta é utilizar a capacidade das regiões que apresentam melhores indicadores para acelerar os processos daqueles que aguardam há mais tempo. O foco está nos benefícios que concentram o maior volume de espera”, afirmou.

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Dados do Relatório da Fila, divulgado em outubro de 2025, apontam que o prazo médio para concessão de benefícios caiu para 35 dias. O número representa uma redução significativa em relação ao pico registrado em março do ano passado, quando o tempo médio de espera chegou a 64 dias.

Ainda conforme Waller, os esforços do instituto estarão concentrados, sobretudo, nos pedidos de Benefício de Prestação Continuada (BPC) e nos benefícios por incapacidade, que juntos correspondem a cerca de 80% da fila atual. “Esses são os casos prioritários para enfrentarmos de forma efetiva o acúmulo de processos”, destacou.

Programa

Instituído pela Lei nº 15.201/2025, o PGB foi criado com o objetivo de acelerar a análise e a revisão de benefícios do INSS, reduzindo a fila de requerimentos. Para isso, o programa prevê a concessão de bonificações a peritos e servidores que realizarem atividades além da capacidade regular de trabalho.

Conhecido como Pagamento Extraordinário do Programa de Gerenciamento de Benefícios do INSS (PEPGB), o mecanismo também passou por ajustes recentes. Entre as mudanças estão a definição de limites diários de produção, regras para participação dos servidores e a implementação de critérios mais rigorosos de controle de qualidade.

Além disso, em novembro de 2025, diante do aumento de 23% no número de novos processos ao longo do ano, o INSS criou um comitê estratégico responsável por acompanhar, avaliar e propor medidas para acelerar a análise dos pedidos e reduzir a fila de espera.

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