Rafael Fonteles chama mais 47 professores e Uespi se aproxima da meta de não deixar disciplina órfã
Com nova convocação, universidade ultrapassa mil efetivos e governo aposta em estratégia para fechar lacunas no quadro docente
RedaçãoO governador do Piauí, Rafael Fonteles, decidiu que disciplina sem professor deve virar peça de museu acadêmico. Nesta semana, ele autorizou a convocação de mais 47 aprovados no concurso para professor efetivo da Universidade Estadual do Piauí, reforçando o discurso de que ensino superior público se faz com gente na sala de aula e não apenas com boas intenções.
A chamada faz parte do edital 001 2023, que já rendeu à instituição a chegada de mais de 170 docentes. Agora, o número cresce novamente e se espalha pelos campi de Barras, Bom Jesus, Floriano, Picos, São Raimundo Nonato, Teresina e Uruçuí, onde a missão é simples na teoria e trabalhosa na prática: garantir que nenhuma disciplina fique sem responsável.
Durante o anúncio, Fonteles relembrou o compromisso firmado com a reitoria de zerar a carência de professores. Segundo ele, a meta é direta e quase didática: não pode haver curso, em nenhum campus, com matéria sem docente designado. Em outras palavras, se existe a disciplina, que exista também quem a ministre.
O governador também destacou que a estratégia inclui eficiência no uso dos recursos públicos. Além das nomeações, o governo pretende ampliar o uso de bolsas internas para que professores do quadro assumam encargos adicionais e cubram eventuais lacunas pontuais na grade curricular. A ideia é tapar os pequenos buracos antes que virem crateras acadêmicas.
Para o reitor Paulo Henrique Pinheiro, a convocação e a implementação do chamado Programa PG representam uma solução estruturante para antigas demandas. O programa prevê bolsas para docentes efetivos que possam assumir mais disciplinas, garantindo continuidade e regularidade nas aulas.
Com os novos chamamentos, a Uespi ultrapassa a marca de mil professores efetivos e reduz o número de temporários para menos de 200. Segundo o governador, trata se de um indicador bastante confortável quando comparado a outras realidades do país, sobretudo em universidades estaduais que ainda enfrentam forte dependência de contratos provisórios.
A convocação se soma a investimentos recentes em infraestrutura e modernização da universidade. Na prática, o recado do Palácio de Karnak é claro: prédio novo é importante, mas professor em sala continua sendo o principal equipamento de qualquer universidade.