Coronel Jacks Galvão vai à Senasp para reforçar integração nacional

Experiência do oficial do PI será usada no combate a drogas e armas nas fronteiras
Redação

O governador Rafael Fonteles oficializou a cessão do coronel Jacks Galvão para atuar na estrutura nacional de segurança pública, em Brasília. A decisão, publicada no Diário Oficial do Estado, marca a ida de um dos nomes mais experientes da segurança piauiense para um dos setores mais estratégicos do país.

Foto: Reprodução
Coronel Jacks Galvão

O oficial assumirá a função de Coordenador Geral de Fronteiras e Amazônia, vinculada à Secretaria Nacional de Segurança Pública, órgão do Ministério da Justiça responsável por articular políticas e operações integradas em todo o território nacional.

Com mais de três décadas de atuação na Polícia Militar do Piauí, Jacks Galvão construiu uma trajetória marcada por comandos em unidades de elite e setores estratégicos, como o Bope, a Rone, o Bopaer e o Departamento Geral de Operações. Um currículo que, na prática, o credencia para lidar com desafios que exigem não apenas comando, mas também articulação e inteligência.

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A missão em Brasília não é simples. À frente da área de fronteiras, o coronel terá papel central na integração entre forças estaduais e federais, com foco no enfrentamento ao tráfico de drogas, ao contrabando e ao comércio ilegal de armas. Regiões de fronteira, como se sabe, são pontos sensíveis e frequentemente explorados por organizações criminosas que atuam em escala nacional e internacional.

Segundo a própria Senasp, o objetivo é fortalecer ações coordenadas entre estados e União, ampliando a troca de informações e a atuação conjunta. E é justamente nesse ponto que a experiência de Jacks Galvão pode fazer diferença: transformar conhecimento operacional em estratégia integrada.

A cessão ocorre por prazo indeterminado e com ônus para o órgão de destino. Na prática, o Piauí cede um quadro experiente para contribuir com uma agenda nacional que exige preparo técnico e capacidade de articulação.

A ida do coronel já havia sido antecipada e agora se concretiza com a expectativa de que sua atuação ajude a fortalecer o combate ao crime organizado nas fronteiras do Brasil. Em um cenário onde as organizações criminosas atuam de forma cada vez mais estruturada, integrar forças e compartilhar inteligência deixou de ser opção e passou a ser necessidade.

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