Integração policial tira das sombras o bicheiro mais procurado do Rio
Estratégia coordenada do MJSP leva à prisão de Adilsinho na Região dos Lagos
RedaçãoA chamada “vida mansa” na Região dos Lagos terminou nesta quinta-feira 26. A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Rio de Janeiro prendeu Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, apontado como o bicheiro mais procurado do estado. Ele foi localizado em uma mansão em Cabo Frio após meses de investigação e monitoramento.
A operação integra a estratégia de cooperação articulada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, que aposta na união entre forças federais e estaduais para enfrentar o crime organizado. Quando as instituições compartilham informações em vez de trabalhar isoladamente, o resultado costuma aparecer.
Foragido desde novembro de 2025, Adilsinho estava na Lista de Procurados do Projeto Captura, iniciativa voltada à prisão de criminosos considerados de alta periculosidade. Segundo as investigações, ele é apontado como um dos principais operadores do jogo do bicho no estado e também como fabricante e distribuidor de cigarros falsificados, com atuação em larga escala, distribuição interestadual e suspeitas de lavagem de dinheiro.
A ação foi conduzida pela Ficco RJ, composta por integrantes da Polícia Federal e da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro. Também houve apoio do Comitê de Inteligência Financeira e Recuperação de Ativos coordenado pela Senasp. A lógica é simples e eficiente: cruzamento de dados, monitoramento financeiro e análise de vínculos para chegar onde muitos acreditam estar fora do alcance.
De acordo com o diretor de Operações Integradas e de Inteligência do ministério, José Anchieta Neto, a prisão demonstra que a integração entre instituições é decisiva no enfrentamento de organizações criminosas complexas. A localização do investigado foi confirmada inclusive com o uso de drone, garantindo mais segurança ao cumprimento dos mandados.
Adilson possui cinco mandados de prisão nas esferas federal e estadual. Ele é investigado por crimes ligados à exploração do jogo do bicho, fabricação e comercialização de cigarros ilegais e suspeita de envolvimento em homicídios e grupos de extermínio.
Após a detenção, foi encaminhado à Superintendência Regional da Polícia Federal no Rio de Janeiro para os procedimentos legais e, posteriormente, será transferido ao sistema penitenciário, onde ficará à disposição da Justiça.
A atuação da Ficco reforça um modelo que vem sendo replicado em diferentes estados: investigação conjunta, troca de informações em tempo real e planejamento unificado. Para quem insistia em apostar na impunidade, a integração mostrou que a banca pode até tentar correr, mas a conta chega.