Presidente do TRE cria comissão e alerta sobre candidatos ligados a facções

Desembargador Sebastião Martins anunciou grupo permanente para fiscalizar propaganda e combate à influência do crime organizado
Redação

O presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI), desembargador Sebastião Ribeiro Martins, anunciou nesta sexta-feira (7) a criação de uma comissão permanente de propaganda eleitoral, que começará a atuar a partir de janeiro de 2026.

O objetivo da nova estrutura é reforçar a fiscalização de práticas irregulares durante o processo eleitoral, como pesquisas sem registro, propaganda antecipada e disseminação de notícias falsas.

Comissão será composta por juízes e procuradores

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Segundo o desembargador, a comissão será formada por três membros substitutos da Corte e três procuradores indicados pela Procuradoria Regional Eleitoral. O trabalho será acompanhado diretamente pelo novo procurador regional eleitoral, Kelston Pinheiro, que retorna ao cargo após já ter exercido a função em duas ocasiões anteriores.

Foto: Reprodução
Presidente do TRE-PI, Desembargador Sebastião Ribeiro Martins
“Nós vamos instalar, a partir de janeiro, uma comissão de propaganda eleitoral para acompanhar toda essa movimentação, verificar pesquisas ilegais e propaganda antecipada. Tudo sob a fiscalização do novo procurador regional e sua equipe”, afirmou Sebastião Martins.

Fiscalização contra influência do crime organizado

O presidente do TRE-PI também destacou que o Ministério Público Eleitoral e os órgãos de segurança pública atuarão de forma integrada para impedir a infiltração do crime organizado nas disputas eleitorais.

“Os procuradores estão atentos para examinar essas questões, porque, na época do registro das candidaturas, é a oportunidade de haver impugnação daquelas pessoas suspeitas de participarem ou terem qualquer envolvimento com o crime organizado”, alertou o desembargador.

Contexto: caso Tatiana Medeiros acende alerta

A fala do presidente do TRE ocorre em meio ao afastamento e à prisão da vereadora Tatiana Medeiros (PSB), de Teresina, investigada por suposto envolvimento com facções criminosas. O episódio acendeu o alerta sobre a presença de grupos ligados ao crime organizado na política local, o que reforçou o discurso do tribunal pela necessidade de vigilância rigorosa na análise dos registros de candidatura para as eleições de 2026.

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