Brasil adia lançamento histórico do foguete HANBIT-Nano em Alcântara após ajustes técnicos
Nova data é 17 de dezembro; missão levará cinco satélites e marca avanço do país no mercado de lançamentos espaciais
O aguardado lançamento do foguete sul-coreano HANBIT-Nano, que aconteceria na Base de Alcântara (MA), foi oficialmente adiado para o dia 17 de dezembro. A missão, realizada pela empresa Innospace em parceria com a Força Aérea Brasileira (FAB), seria o primeiro lançamento comercial de um foguete a partir do território brasileiro, um marco histórico para o setor aeroespacial nacional.
De acordo com a FAB e a Innospace, a mudança de data ocorreu após a identificação da necessidade de ajustes técnicos. Segundo as instituições, o adiamento permitirá promover novos testes de segurança, validação de sistemas e assegurar maior confiabilidade da operação — um procedimento comum em voos inaugurais.
Os ensaios envolvem simulações completas da missão, incluindo o deslocamento do foguete na área de lançamento, verificações elétricas, testes de pressão e rotinas de controle.
Missão leva cinco satélites e fortalece a presença do Brasil no mercado espacial
O voo transportará cinco satélites e três experimentos científicos desenvolvidos por instituições brasileiras e indianas. A missão marca a entrada definitiva do Brasil no competitivo mercado global de lançamentos espaciais, abrindo portas para futuras operações comerciais em Alcântara.
Entre os destaques estão:
Jussara-K, da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), criado para monitoramento ambiental com apoio de inteligência artificial;
Pion-BR2, voltado para testes tecnológicos e que levará mensagens escritas por 300 crianças brasileiras, selecionadas em um projeto educativo com alcance internacional.
Além da FAB e da Innospace, o projeto conta com participação da AEB, DCTA, DECEA e Marinha do Brasil, reforçando o esforço conjunto para consolidar a Base de Alcântara como um hub estratégico para lançamentos comerciais de alta precisão — uma das melhores posições geográficas do mundo para essa finalidade.
Com a nova janela de lançamento marcada, a expectativa é de que o evento coloque o Brasil em posição de destaque na corrida espacial do hemisfério sul, fortalecendo a indústria nacional e abrindo novas oportunidades de pesquisa, negócios e inovação tecnológica.