BRASIL EM MOVIMENTO
Lula reforça soberania nacional e projeta liderança regional mesmo após prisão de Bolsonaro
RedaçãoEm Johanesburgo, durante a reunião do G20, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou claro que o Brasil segue de cabeça erguida, firme em sua rota democrática e com disposição política para defender os interesses do país no cenário global. A prisão de Jair Bolsonaro — resultado de dois anos e meio de investigações, delações e decisões judiciais — não deve, segundo Lula, abalar a relação com Donald Trump. Afinal, como lembrou o presidente: “somos um país soberano, e nossa Justiça decide”.
Ao comentar o gesto de Trump, que classificou a prisão como “uma pena”, Lula foi direto: não há espaço para interferências externas. Justo, claro e empolgante — o Brasil fala por si, e o mundo escuta.
Brasil firme, Caribe em alerta
Mas Lula também mostrou que não está no jogo apenas para defender formalidades diplomáticas. Demonstrou preocupação com o crescente aparato militar norte-americano no Mar do Caribe, especialmente em meio às tensões envolvendo a Venezuela. Os números impressionam: pelo menos 21 ataques norte-americanos a supostas embarcações de drogas desde setembro, com 83 mortos.
Em tom sereno, porém firme, Lula avisou que cobrará explicações de Trump: “Me preocupa muito o aparato militar que os EUA colocaram no mar do Caribe. O Brasil tem responsabilidade na América do Sul.”
É o recado de um país que voltou a ser protagonista e não teme discutir temas estratégicos do continente.
Multilateralismo vivo e o Brasil no centro
Mesmo sem a presença dos EUA, a cúpula do G20 e a COP30 — encerrada em Belém — reforçaram que o multilateralismo segue pulsante. Lula destacou que o mundo funciona melhor quando senta à mesa junto, e não quando se fecha em doutrinas unilaterais.
Com entusiasmo, celebrou os avanços diplomáticos, a articulação global e um acordo ambiental que, embora ainda incompleto, abre caminhos importantes para um planeta mais equilibrado. E não deixou de marcar posição: o Brasil assinará o acordo Mercosul–União Europeia em 20 de dezembro, mostrando que a diplomacia nacional está longe de depender do humor de qualquer potência externa.
Um Brasil que volta a liderar
No fim, o discurso de Lula carrega um espírito empolgante: o Brasil voltou a participar, influenciar e redefinir debates globais — seja no clima, na segurança regional ou no comércio internacional.
E, acima de tudo, voltou a falar com voz própria.