EUA anunciam a flexibilização de sanções ao setor energético da Venezuela

Licenças permitem retomada de operações de gás e petróleo para Chevron, BP, Shell, Eni e Repsol
Redação
Foto: Reprodução | REUTERS/Leonardo Fernandez Viloria
Plataformas de petróleo e bombas de extração são vistas na Venezuela - 26/01/2026

Os Estados Unidos anunciaram, nesta sexta-feira (13), a flexibilização de sanções ao setor energético da Venezuela.

Com a medida, houve a emissão de duas licenças gerais que permitem, a empresas globais do setor, a retomada de operações de petróleo e gás no país, membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros, ligado ao Departamento do Tesouro norte-americano, emitiu uma licença geral que autoriza a norte-americana Chevron, as britânicas BP e Shell, a italiana Eni e a espanhola Repsol a retomaram as operações de petróleo e gás na Venezuela.

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A segunda licença emitida permite que empresas de todo o mundo possam firmar contratos para novos investimentos no setor de petróleo e gás venezuelanos. O texto, no entanto, proíbe transações com companhias da Rússia, do Irã ou da China, e com entidades pertencentes ou controladas por joint ventures ligadas a pessoas desses países.

A ação representa a maior flexibilização das sanções contra a Venezuela desde a captura do presidente Nicolás Maduro pelas forças norte-americanas

O secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, disse, nesta quinta-feira (12), durante seu segundo dia de viagem à Venezuela, que as vendas de petróleo do país desde a captura de Maduro atingiram US$ 1 bilhão e podem alcançar outros US$ 5 bilhões em meses.

De acordo com o secretário, os norte-americanos irão controlar os lucros das vendas até que o país sul-americano tenha um “governo representativo”.

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