Lula condena ataque dos EUA à Venezuela e prisão de Maduro

Presidente vê violação da soberania e pede resposta firme da ONU
Redação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva condenou, neste sábado (3/1), o bombardeio em larga escala realizado pelos Estados Unidos em território da Venezuela e a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. A manifestação foi feita por meio das redes sociais.

Foto: Reprodução
Capital Caracas na Venezuela sendo atacada pelos Estados Unidos

Segundo Lula, a ação militar representa uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e cria um precedente considerado perigoso para a comunidade internacional. O presidente brasileiro cobrou uma resposta vigorosa da Organização das Nações Unidas (ONU) diante do ocorrido.

“Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional”, escreveu Lula.

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O ataque foi anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também pelas redes sociais. Ele afirmou que a operação teve êxito e resultou na captura de Nicolás Maduro e Cilia Flores, que teriam sido retirados do país.

O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino, repudiou a presença de tropas estrangeiras no território venezuelano, classificou a ação como “vil e covarde” e pediu apoio da comunidade internacional.

Trump acusa Maduro de liderar uma organização criminosa ligada ao tráfico internacional de drogas. Nos últimos meses, os Estados Unidos realizaram bombardeios a embarcações nas águas do Caribe. O governo venezuelano, por sua vez, nega reiteradamente qualquer envolvimento com o tráfico e também solicita a atuação de organismos internacionais.

Em sua declaração, Lula reafirmou a posição do Brasil em defesa do diálogo e da cooperação internacional como caminhos para a resolução de conflitos. “O Brasil condena essas ações e segue à disposição para promover a via do diálogo e da cooperação”, afirmou o presidente.

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