Oposição vence, e Hungria encerra 16 anos de governo de Viktor Orbán
Partido de Péter Magyar alcança maioria no Parlamento em eleição histórica
RedaçãoA Hungria realizou neste domingo uma eleição considerada histórica, marcada pelo alto comparecimento e pela derrota do primeiro-ministro Viktor Orbán, que estava no poder desde 2010. Com quase metade das urnas apuradas, o partido Tisza, liderado pelo opositor Péter Magyar, conquistava maioria no Parlamento, com 135 das 199 cadeiras.
Pelas redes sociais, Magyar agradeceu aos eleitores, enquanto Orbán reconheceu a derrota e parabenizou o adversário um gesto considerado significativo diante do cenário político recente do país.
A participação popular foi um dos destaques do pleito, atingindo cerca de 78% do eleitorado, índice recorde. A mobilização foi impulsionada por temas como denúncias de corrupção no governo Orbán e pela situação econômica, com a Hungria registrando a maior inflação acumulada da Europa desde 2020, cerca de 58%.
Durante a campanha, Magyar, de 45 anos, adotou um discurso pró-Europa e favorável à OTAN, atraindo especialmente o eleitorado mais jovem. Já Orbán, de 62 anos, manteve uma retórica nacionalista e focada em questões externas.
O processo eleitoral também chamou atenção internacional. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou apoio ao governo de Orbán e prometeu econômico ao país. Já o presidente da Rússia, Vladimir Putin, acompanhava o resultado com interesse, uma vez que Orbán era visto como um de seus principais aliados dentro da União Europeia.
Apesar de preocupações levantadas durante a campanha incluindo suspeitas de desinformação e possíveis interferências externas, a votação ocorreu sem registro de incidentes relevantes até o fechamento das urnas.
O resultado marca uma mudança significativa no cenário político húngaro, com o fim de um ciclo de 16 anos e a abertura de um novo período sob liderança da oposição.