Pesquisa aponta preferência dos brasileiros por ampliar relações comerciais com a China **Subtítulo:** Leva
Levantamento mostra mudança de percepção e indica queda da preferência pelos Estados Unidos
RedaçãoA maioria dos brasileiros considera que o Brasil deve fortalecer suas relações comerciais com a China em vez de ampliar os laços econômicos com os Estados Unidos. É o que aponta pesquisa PoderData divulgada nesta sexta-feira (24), que revela uma mudança significativa na percepção da população em relação ao cenário registrado no ano passado.
Segundo o levantamento, 52% dos entrevistados defendem uma maior aproximação comercial entre Brasil e China. Outros 35% afirmam preferir o fortalecimento das relações com os Estados Unidos, enquanto 13% disseram não saber ou optaram por não responder.
Os números representam uma inversão em relação à pesquisa realizada no mesmo período de 2025. Na ocasião, 59% dos entrevistados apontavam os Estados Unidos como principal parceiro comercial desejado, enquanto 32% demonstravam preferência pela China.
Mudança ocorre em meio a tensões comerciais
A alteração no cenário coincide com o aumento das tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos. Nos últimos meses, o governo norte-americano anunciou novas tarifas sobre produtos brasileiros, enquanto o governo federal intensificou as relações diplomáticas e comerciais com a China e reforçou o discurso em defesa da soberania nacional.
Opinião varia conforme avaliação do governo
O levantamento também identificou diferenças na percepção dos entrevistados conforme a avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Entre os que aprovam a atuação do presidente, 58% defendem maior aproximação comercial com a China, enquanto 29% preferem ampliar as relações com os Estados Unidos.
Já entre os que desaprovam o governo, 45% apontam preferência pela China e 42% pelos Estados Unidos, configurando empate técnico dentro da margem de erro da pesquisa.
Como foi realizada a pesquisa
A pesquisa PoderData foi realizada entre os dias 18 e 20 de julho de 2026, por meio de entrevistas telefônicas com 2.500 brasileiros residentes em 147 municípios, distribuídos pelas 27 unidades da Federação.
O levantamento possui margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%. Por não se tratar de pesquisa eleitoral, o estudo não necessita de registro na Justiça Eleitoral.