Petro diz que pode “pegar em armas” após ameaças de Trump contra a Colômbia

Presidente colombiano reage a declarações do líder dos EUA sobre a possibilidade de uma operação militar no país sul-americano
Redação
Foto: Reprodução | REUTERS/Luisa Gonzalez
Gustavo Petro, presidente da Colômbia

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou, nesta segunda-feira (5), que estaria disposto a “pegar em armas” diante das ameaças feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra o governo dele.

“Jurei não voltar a tocar em uma arma… mas, pela pátria, voltarei a pegar em armas”, publicou Petro na rede social X.

No último domingo (5), em depoimento dado a jornalistas durante um voo no avião presidencial Air Force One, o presidente Trump descreveu a Colômbia como “governada por um homem doente que gosta de fabricar cocaína e vendê-la aos Estados Unidos”. Ao ser questionado se existiria a possibilidade de os EUA realizarem uma operação no país sul-americano, o republicano respondeu: “Soa bem para mim”.

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Ainda no domingo, o líder colombiano configurou a ação norte-americana de captura ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, como sequestro.

“Sem base legal para realizar uma ação contra a soberania da Venezuela, a detenção se transforma em sequestro”, escreveu Petro na rede social X.

O líder colombiano também negou as acusações de envolvimento com o tráfico de drogas.

“Meu nome não aparece nos arquivos judiciais sobre narcotráfico nem no passado nem no presente. Pare de me caluniar, senhor Trump. Não é assim que se ameaça um presidente latino-americano que surgiu da luta armada”, disse. “Não sou ilegítimo, nem sou narcotraficante, tenho apenas como bem a casa da minha família que ainda pago com meu salário”, complementou.

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