Trump descarta eleições na Venezuela nos próximos 30 dias e diz precisar “consertar o país primeiro”

Presidente dos EUA afirma que um grupo de autoridades norte-americanas irá supervisionar o governo venezuelano
Redação
Foto: Reprodução | JOE RAEDLE/GETTY IMAGES
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou, nesta segunda-feira (5), que os norte-americanos não estão em guerra com a Venezuela. O republicano também descartou a realização de eleições no país dentro de 30 dias.

Ao ser questionado sobre uma possível transição de poder no país sul-americano, o republicano disse que não existem condições de organizar um pleito neste momento.

“Precisamos consertar o país primeiro, não dá pra ter uma eleição. As pessoas nem conseguiriam votar. Precisamos revitalizar o país”, disse Trump à emissora NBC News.

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O prazo mencionado se baseia em uma determinação da Constituição venezuelana que estipula, em casos de “ausência absoluta” de um presidente, o limite de um mês para a realização de um novo pleito. Em casos de “ausência temporária”, entretanto, o vice-presidente pode assumir o comando do país por noventa dias, prorrogáveis por mais noventa - quando as eleições devem ser realizadas novamente.

O presidente Trump afirmou, ainda, que os EUA estão em conflito com traficantes, e não necessariamente com a Venezuela.

“Estamos numa guerra contra as pessoas que vendem drogas, que esvaziam suas prisões e hospitais de saúde mental e mandam criminosos, viciados e doentes mentais para os EUA”, disse.

Além disso, o norte-americano assegurou que um grupo de autoridades irá supervisionar o governo da Venezuela. De acordo com Trump, o secretário de Estado, Marco Rubio, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, o vice-chefe de gabinete da Casa Branca, Stephen Miller, e o vice-presidente, JD Vance, estarão entre os integrantes da equipe.

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