Trump volta a exigir rendição da Guarda Revolucionária em meio à escalada do conflito
Presidente promete retaliação após mortes de militares e mantém ofensiva contra o Irã
RedaçãoO presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, divulgou neste domingo novo pronunciamento em que promete retaliar a morte de três militares americanos atribuída a forças iranianas. Segundo o Comando Central das Forças Armadas dos EUA, além das três mortes, ao menos cinco militares ficaram feridos.
No vídeo, Trump afirmou que o país irá responder de forma contundente aos ataques e voltou a pedir a rendição da Guarda Revolucionária do Irã. O presidente declarou que membros do comando militar iraniano teriam sido mortos em operações recentes conduzidas por forças americanas em conjunto com Israel.
Trump também reiterou que os Estados Unidos não permitirão que o Irã desenvolva mísseis de longo alcance ou armas nucleares, argumento central utilizado por seu governo para justificar a ofensiva militar. Segundo reportagem do The New York Times, no entanto, não há indícios recentes de retomada do programa nuclear iraniano após o conflito anterior entre os países.
O presidente afirmou que os bombardeios continuarão até que os objetivos estratégicos sejam alcançados, embora não tenha detalhado quais seriam essas metas. Em entrevistas, indicou que a operação pode se estender por semanas.
A escalada ocorre após ações militares conjuntas entre Estados Unidos e Israel contra alvos iranianos. Em declarações públicas, Trump classificou a ofensiva como uma das maiores já realizadas. O presidente passou o fim de semana na Flórida e retornou a Washington a bordo do Air Force One.
Enquanto autoridades reforçam discursos de força e dissuasão, o cenário evidencia o aumento das tensões regionais e o risco de novos confrontos. Em conflitos dessa magnitude, as declarações são rápidas, as decisões são estratégicas e as consequências, infelizmente, costumam ser humanas.
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