Conflito naval se intensifica entre Irã e Estados Unidos no estreito de Hormuz
Trump anuncia afundamento de nove navios iranianos após ataques a porta aviões e petroleirosO confronto entre Irã e Estados Unidos ganhou novos desdobramentos no ambiente marítimo neste domingo, ampliando a tensão regional que também envolve Israel. Autoridades iranianas afirmaram ter lançado mísseis contra o porta aviões USS Abraham Lincoln, enquanto o presidente Donald Trump declarou que forças americanas afundaram nove navios de Teerã em operações de retaliação.
Segundo o governo dos Estados Unidos, os projéteis disparados contra o Abraham Lincoln não atingiram a embarcação, que opera no mar Arábico próximo a Omã. O navio integra um dos onze grupos de porta aviões da frota americana. Outro reforço na região é o USS Gerald R Ford, posicionado no Mediterrâneo oriental.
No estreito de Hormuz, rota estratégica por onde passa cerca de vinte por cento do petróleo e do gás comercializados no mundo, ao menos três petroleiros foram atingidos. Um navio com bandeira de Palau sofreu danos próximo à costa de Omã, deixando feridos e exigindo evacuação parcial. Outro petroleiro identificado como MKD Vyon, com bandeira das Ilhas Marshall, também foi atingido, com registro de vítima fatal. Um terceiro navio foi alvejado nas proximidades dos Emirados.
Em paralelo, o Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos informou ter afundado a corveta iraniana Jamaran no golfo de Omã. Os demais afundamentos mencionados por Trump não tiveram detalhes divulgados até o momento, e autoridades iranianas não confirmaram oficialmente as perdas.
Confronto naval amplia tensão entre Irã e Estados Unidos no estreito de Hormuz
O aumento das hostilidades elevou o nível de alerta no tráfego marítimo. Dados de monitoramento indicam que cerca de cento e cinquenta petroleiros e navios de gás natural liquefeito permaneceram ancorados em águas do golfo Pérsico antes de atravessar o estreito, que possui aproximadamente quarenta quilômetros em seu ponto mais estreito. Outras cem embarcações aguardam na costa de Omã.
Apesar de não haver anúncio formal de fechamento da via marítima, o cenário já pressiona os mercados internacionais. Analistas apontam tendência de alta nos preços futuros do petróleo, com possíveis reflexos inflacionários globais. Em uma região onde cada movimento naval é observado de perto, o impacto econômico parece navegar tão rápido quanto os próprios navios.
Fonte: Revista40graus, mídias, redes sociais e colaboradores
