Bolsonaristas viajam para Brasília, mas continuam longe da realidade e das instituições que juram defender
Oposição transforma fatos jurídicos em teorias conspiratórias enquanto a lei segue firme, imune a numerologia política
RedaçãoA prisão preventiva de Jair Bolsonaro mobilizou seus aliados, que agora correm para Brasília como se fossem salvar a República — quando, na prática, só reforçam o distanciamento da oposição em relação aos fatos, às leis e às instituições que deveriam respeitar.
Enquanto a Polícia Federal cumpre decisão judicial baseada em risco de fuga, violação de tornozeleira e tentativa de interferência indevida, bolsonaristas preferem enxergar coincidências místicas, como o fato de a prisão ocorrer no dia 22, número do partido. Para alguns, isso basta para inventar perseguição política, conspiradores ocultos e ministros “psicopatas” — porque lidar com provas, decisões fundamentadas e processos legais parece muito mais difícil.
Do avião para Brasília, parlamentares gravam vídeos indignados, jurando que a data é um código secreto de opressão e que a Justiça virou vingança. Eles repetem a velha narrativa de que qualquer ação judicial contra seu líder é abuso de autoridade, enquanto ignoram que o processo existe, é público, fundamentado e supervisionado por instituições da República.
As falas, recheadas de delírios conspiratórios, tratam ministros do STF como vilões de novela e transformam decisões constitucionais em “golpe”. Em meio ao espetáculo, tentam convencer o país de que mobilizações políticas e “vigílias” convocadas por aliados não têm potencial de interferir no curso do processo — quando, ironicamente, foi exatamente isso que agravou a situação de Bolsonaro.
Com discursos inflamados, parlamentares atacam o Estado de Direito ao mesmo tempo em que afirmam defendê-lo, ignorando que ninguém está acima da lei, muito menos quem tentou burlar regras, violar monitoramento judicial e influenciar apoiadores para pressionar instituições.
No final, enquanto a oposição insiste em numerologia, teorias e dramatizações, a lei permanece firme, e as instituições seguem fazendo o que devem fazer: funcionar, apesar do barulho.