Brasil avança na defesa com caça supersônico produzido no país

Tecnologia e soberania marcam novo ciclo da indústria nacional
Redação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou da apresentação do caça F-39E Gripen, na unidade da Embraer em Gavião Peixoto (SP), destacando um marco estratégico para o Brasil: a produção nacional de aeronaves supersônicas de combate.

Foto: Ricardo Stuckert / PR
Lula e o avião supersônico nacional: 'Símbolo de um Brasil que acredita em si mesmo'

O projeto integra o programa Caça FX-2 e consolida o país como o primeiro da América Latina a dominar essa tecnologia, reforçando a soberania e a capacidade de defesa nacional.

O programa prevê a aquisição de 36 aeronaves, com entregas já realizadas entre 2022 e 2025, e a produção de 15 unidades no Brasil. As primeiras aeronaves fabricadas em solo nacional começam a ser entregues a partir de 2026, com conclusão prevista até 2033.

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O investimento total é de R$ 28,5 bilhões entre 2014 e 2033, sendo R$ 10,5 bilhões dentro do Novo PAC (2023–2030), contemplando aquisição, produção, transferência de tecnologia e suporte logístico.

Mais do que a compra das aeronaves, o grande diferencial está na transferência de tecnologia, que fortalece a indústria nacional, capacita profissionais brasileiros e abre caminho para a produção de novas aeronaves, inclusive para exportação.

Com isso, o Brasil moderniza sua frota, amplia sua autonomia estratégica e impulsiona empregos, inovação e desenvolvimento econômico.

O investimento em defesa e tecnologia reafirma uma política de Estado voltada à soberania nacional e ao protagonismo do Brasil no cenário internacional.

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