INDICAÇÃO AO STF MOBILIZA MINISTROS E SENADORES EM ARTICULAÇÃO NOS BASTIDORES

Apoio a Jorge Messias envolve atuação de magistrados, mudanças de posição e diálogo institucional
Redação

A indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) tem sido marcada por intensa articulação institucional envolvendo ministros da Corte e membros do Senado Federal. A sabatina do indicado está prevista para esta quarta-feira (29), com expectativa de um resultado apertado, porém favorável.

Foto: Marlene Bergamo
Jorge Messias, indicado por Lula ao STF, em cerimônia de homenagem a André Mendonça

Nos bastidores, ministros do STF atuaram de forma coordenada junto a parlamentares para fortalecer o nome de Messias. O ministro André Mendonça desempenhou papel relevante nesse processo, contribuindo para reduzir resistências, especialmente entre senadores ligados à bancada evangélica. A afinidade religiosa e a trajetória comum na Advocacia-Geral da União (AGU) foram pontos destacados nas interlocuções.

Além disso, Mendonça contou com o apoio do ministro Kassio Nunes Marques na interlocução com setores da oposição, reforçando a avaliação de que Messias possui perfil técnico e não estaria vinculado diretamente a correntes ideológicas mais rígidas.

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Outro movimento importante foi a mudança de posicionamento do decano do STF, ministro Gilmar Mendes. Inicialmente favorável ao nome do senador Rodrigo Pacheco, Gilmar passou a apoiar publicamente a indicação de Messias, destacando sua experiência na administração pública e formação acadêmica.

A articulação também envolveu encontros institucionais. Um dos episódios foi um jantar promovido pelo ministro Cristiano Zanin, em Brasília, que reuniu autoridades como o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, o próprio Messias, além de outros integrantes da Corte e do meio político. Durante a ocasião, o indicado apresentou seu pleito diretamente ao senador, que assegurou o cumprimento do rito constitucional da sabatina, sem antecipar posicionamento.

O contexto revela um cenário de diálogo institucional e construção de consenso em torno da indicação, em meio a diferentes correntes de opinião dentro do STF e do Congresso Nacional. A decisão final caberá ao Senado, responsável por avaliar e deliberar sobre a nomeação para a mais alta Corte do país.

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