Lula fecha 2025 dizendo que quem torceu contra o Brasil ficou pelo caminho
Em tom otimista, presidente afirma que o povo trabalhou, venceu e entrou no Ano Novo no lucro
RedaçãoNa tradicional mensagem de fim de ano, o presidente Lula decidiu fazer um balanço direto — e com uma pitada de ironia. Segundo ele, 2025 foi difícil, cheio de desafios, mas teve um resultado claro: quem torceu ou jogou contra o Brasil acabou perdendo. Já o povo brasileiro, esse saiu vencedor.
“Vencemos mais um ano”, afirmou o presidente, ao destacar que, quando os fogos iluminarem o céu no dia 31, o país fechará um ciclo histórico. Não perfeito, mas marcado por avanços concretos, trabalho sério e uma sintonia coletiva de esperança e fraternidade.
Entre os pontos celebrados, Lula destacou a saída do Brasil do Mapa da Fome — um indicador que, segundo ele, nunca deveria ter sido retomado. O país havia superado essa condição em 2014, mas encontrou novamente 33 milhões de pessoas sem o que comer. A resposta, de acordo com o presidente, veio com a retomada do Bolsa Família, o apoio à agricultura familiar, a valorização do salário mínimo, a geração de empregos e o fortalecimento da alimentação escolar.
Outro marco comemorado foi o fim do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês. Para milhões de trabalhadores, 2025 termina como o último ano com desconto no contracheque. A partir de janeiro, mais dinheiro no bolso, contas menos apertadas e um empurrão a mais na economia.
Lula também destacou políticas voltadas às famílias: o programa Agora Tem Especialistas, que vem reduzindo filas no SUS; o Pé-de-Meia, que ajudou jovens a permanecer na escola; e iniciativas como o Gás do Povo e o Luz do Povo, criadas para evitar que cozinhar ou ligar a TV vire um drama financeiro.
Na área da habitação, o Minha Casa Minha Vida voltou, alcançou a classe média e ganhou reforço com o futuro Reforma Casa Brasil. Obras do Novo PAC se espalharam pelo país, gerando emprego e desenvolvimento. O resultado, segundo o presidente, foi a menor taxa de desemprego da história, recordes de carteira assinada, renda média no maior nível já registrado e inflação acumulada em quatro anos no menor patamar histórico.
Os números sociais acompanharam: pobreza e desigualdade atingiram os menores índices da história, e só em 2025 cerca de dois milhões de pessoas deixaram o Bolsa Família por melhora de renda. Até a carteira de motorista entrou no pacote, com redução de até 80% no custo da nova CNH.
Na segurança, Lula ressaltou que a Polícia Federal realizou a maior operação já feita contra o crime organizado, alcançando inclusive “o andar de cima”. E reforçou o compromisso de combate à violência contra a mulher, convocando homens e toda a sociedade a assumirem responsabilidade.
No cenário internacional, o presidente afirmou que o Brasil voltou a ser respeitado. O país recebeu nove milhões de turistas estrangeiros, sediou com sucesso a COP30 em Belém e ampliou sua presença no comércio exterior, mesmo após enfrentar um tarifaço. O saldo: mais de 500 novos mercados abertos e a soberania preservada.
Ao encerrar, Lula reforçou que o governo seguirá combatendo privilégios de poucos para garantir direitos de muitos — inclusive o debate sobre o fim da escala 6x1, sem redução salarial. E deixou a mensagem final: o Brasil pertence ao seu povo, que venceu em 2025 e, segundo ele, seguirá vencendo nos próximos anos.