Nova lei fortalece combate ao crime organizado

Lei Antifacção amplia punições, mira lideranças e reforça atuação do Estado
Redação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta terça-feira (24), a Lei Antifacção, considerada um novo marco no combate ao crime organizado no Brasil. A medida fortalece a atuação do Estado e amplia os instrumentos legais para enfrentar facções criminosas, milícias e grupos que atuam com violência e controle territorial.

Durante a sanção, Lula destacou a importância de atingir não apenas executores, mas principalmente os líderes e financiadores do crime. A nova legislação prevê penas mais duras, que podem chegar a até 40 anos de prisão para chefes de organizações criminosas, além de dificultar a progressão de regime e restringir benefícios como liberdade condicional e indulto.

Foto: Ricardo Stuckert / PR
Lula sanciona lei Antifacção

Um dos principais avanços da lei é o foco na chamada “asfixia financeira” das facções, com mecanismos que permitem o confisco de bens, recursos e estruturas que sustentam essas organizações. A proposta também determina que lideranças cumpram pena em presídios federais de segurança máxima.

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O texto ainda amplia o enquadramento de facções criminosas, incluindo grupos que utilizam violência ou ameaça para controlar territórios, intimidar a população ou atacar serviços essenciais.

A aprovação da lei contou com articulação entre Executivo e Congresso Nacional, sendo apontada como uma resposta firme à crescente preocupação da população com a segurança pública.

Durante a sanção, o presidente realizou dois vetos considerados estratégicos. Um deles evitou a inclusão de pessoas sem vínculo comprovado com organizações criminosas, preservando a segurança jurídica e evitando distorções na aplicação da lei. O outro manteve os recursos provenientes de apreensões no âmbito federal, garantindo financiamento contínuo para o Fundo Nacional de Segurança Pública.

Com isso, a Lei Antifacção se consolida como uma iniciativa relevante do governo federal, ao oferecer ferramentas mais eficazes para o enfrentamento ao crime organizado e responder a uma das principais demandas da sociedade brasileira: mais segurança e combate efetivo à criminalidade.

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