Prisão domiciliar de Bolsonaro tem regras rígidas

Medida temporária depende de saúde e comportamento de ex-presidente condenado
Redação

O ex presidente Jair Bolsonaro passará a cumprir prisão domiciliar temporária por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, após manifestação favorável da Procuradoria Geral da República. A medida tem caráter humanitário e está vinculada ao acompanhamento do seu estado de saúde.

Foto: Reprodução
Bolsonaro condenado

Apesar da autorização, a rotina imposta é rigorosa e segue parâmetros semelhantes ao sistema prisional. As visitas estão restritas a familiares diretos em dias e horários específicos, enquanto advogados poderão se reunir diariamente, mediante agendamento e com tempo limitado.

Atendimentos médicos estão liberados sem necessidade de aviso prévio, e sessões de fisioterapia seguem cronograma fixo. A segurança do local ficará sob responsabilidade da Polícia Militar, com controle de acesso e vistoria de todos os visitantes.

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Entre as principais restrições, Bolsonaro está proibido de utilizar qualquer meio de comunicação, incluindo celular, telefone e redes sociais, direta ou indiretamente. Também não poderá gravar ou divulgar conteúdos, mesmo por intermédio de terceiros.

A decisão determina ainda a proibição de manifestações ou aglomerações em um raio de até um quilômetro da residência, além da suspensão de outras visitas por noventa dias, período estimado para sua recuperação.

A medida chama atenção por seu caráter temporário e condicionado. A manutenção da prisão domiciliar dependerá tanto da evolução do quadro de saúde quanto do cumprimento rigoroso das determinações judiciais.

Vale lembrar que Jair Bolsonaro não é um preso comum. Ele foi condenado por crimes como tentativa de golpe de Estado e apontado como líder de organização criminosa, o que reforça o controle mais rígido sobre sua rotina e comportamento durante o cumprimento da medida.

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