Armas falham, crime dá errado e Justiça entra em cena em assalto frustrado no Piauí
Tentativa de roubo em Altos termina com criminosos rendidos, apreensão de adolescente reincidente e resposta rápida da polícia
RedaçãoO que começou como mais um assalto terminou de forma diferente em Altos, a 37 km de Teresina. Na tarde desta quarta-feira (7), dois criminosos tiveram os planos interrompidos depois que as armas usadas na ação simplesmente não funcionaram — não uma, mas duas vezes. O resultado: a vítima escapou ilesa do pior, os assaltantes foram rendidos e o crime acabou derrotado pela própria precariedade do armamento.
Segundo a Polícia Civil, os dois suspeitos — um deles um adolescente de 16 anos — invadiram um comércio no bairro Batalhão, anunciaram o assalto e obrigaram o comerciante a deitar no chão. Relógio, carteira e aliança foram levados. O momento mais tenso ocorreu quando o menor colocou a arma na cabeça da vítima e tentou efetuar dois disparos. Ambos falharam.
“O menor tentou atirar duas vezes, mas a arma falhou”, relatou o delegado André Moreno, titular da Delegacia de Altos. O detalhe que fez toda a diferença é que as armas eram de fabricação artesanal — perigosas, ilegais e, neste caso, ineficazes até para o próprio crime.
Ao perceber que os assaltantes deixavam o local de moto, o comerciante reagiu e perseguiu os suspeitos com um facão. Com a ajuda de populares e da Polícia Militar, que chegou rapidamente ao local, os criminosos foram contidos e presos. Um dos assaltantes, identificado como Carlos Henrique, acabou ferido no rosto durante a confusão. A vítima sofreu apenas lesões leves.
O delegado reforçou que a orientação padrão é não reagir a assaltos, mas destacou que, neste caso específico, o desfecho positivo se deveu a fatores fora do controle da vítima. “Deu certo porque as armas falharam duas vezes. Eram artesanais. A recomendação continua sendo não reagir”, explicou.
O adolescente envolvido já é velho conhecido das autoridades, apesar da pouca idade. Segundo a polícia, ele já foi apreendido pelo menos quatro vezes por crimes como ameaça, roubo e desacato. Diante do histórico, a Justiça determinou a internação do menor por três anos.
O caso termina como um lembrete irônico: o crime tentou agir, mas falhou — literalmente — e a resposta veio com prisão, apreensão e a atuação firme da Justiça e das forças de segurança.