AUDIÊNCIA DE VEREADOR RÉU POR HOMICÍDIO É RETOMADA EM MATÕES (MA)
Parlamentar segue foragido; defesa e acusação divergem sobre provas do caso
RedaçãoA segunda etapa da audiência de instrução e julgamento do vereador de Timon, Kaká do Frigo Sá, ocorre nesta quarta-feira (29), na Comarca de Matões (MA). O parlamentar, que está foragido, é réu ao lado do irmão, Gildásio da Silva Sá, e do primo, Gilfran Sá da Silva, sob acusação de envolvimento na morte de Antônio de Pádua, em 2023.
Segundo a denúncia, os três teriam contratado executores para praticar o crime mediante pagamento de R$ 100 mil. A expectativa é de que cerca de dez testemunhas de defesa sejam ouvidas nesta fase do processo.
A defesa, representada pelo advogado Hyldemburge Cavalcante, sustenta que não há provas de deslocamento dos acusados ao estado do Pará, como apontado por uma testemunha de acusação na primeira etapa da audiência. De acordo com o advogado, dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF) indicam que o veículo citado não trafegou pelas rodovias mencionadas.
Ainda segundo a defesa, a quebra de sigilo telemático dos celulares dos réus demonstraria que eles estavam em Timon e Teresina nas datas relacionadas ao crime, o que, na avaliação da defesa, enfraquece a tese acusatória.
Por outro lado, o Ministério Público do Maranhão e os advogados assistentes de acusação afirmam que o conjunto de provas indica que o crime foi premeditado e organizado. Segundo o assistente de acusação Tiago Araújo, depoimentos de testemunhas e outros elementos do inquérito sustentam a participação dos réus e justificam o julgamento pelo Tribunal do Júri.
O crime ocorreu na madrugada de 15 de janeiro de 2023, em um povoado da zona rural de Matões, quando Antônio de Pádua, de 38 anos, foi morto a tiros. Ao todo, seis pessoas foram denunciadas, sendo o vereador, o irmão e o primo apontados como mandantes.
O vereador e o irmão permanecem foragidos. Já o primo e outros três acusados estão presos e devem participar da audiência por videoconferência. Após a oitiva das testemunhas, os réus serão interrogados, e a defesa poderá solicitar a liberdade dos investigados.