Banqueiro preso troca gravata por uniforme e Justiça segue o protocolo

Daniel Vorcaro é transferido para presídio federal e passa a cumprir rígido regime de segurança
Redação

Fotos registradas no presídio de Potim, no interior de São Paulo, mostram o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, já adaptado ao visual padrão do sistema prisional brasileiro, com cabelo, barba e bigode raspados após a prisão.

Vorcaro foi detido na quarta feira, dia 4, e inicialmente encaminhado ao Centro de Detenção Provisória de Guarulhos. No dia seguinte foi transferido para o presídio de Potim II. Já nesta sexta feira, dia 6, seguiu viagem institucional para a Penitenciária Federal em Brasília, após autorização do Supremo Tribunal Federal.

Foto: Reprodução
Fotos tiradas no presídio de Potim, no interior de São Paulo, mostram Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, com cabelo, barba e bigode raspados após ser preso

A transferência ocorreu após pedido da Polícia Federal, que apontou riscos à integridade física do investigado. No sistema federal de segurança máxima, o protocolo é rigoroso e bastante conhecido por quem passa por lá. O banqueiro ficará em cela individual, com controle estrito de rotina e monitoramento permanente.

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Nesse regime, o contato com familiares e advogados ocorre de forma limitada e supervisionada, com registro das comunicações. Não há acesso a televisão, rádio ou outros meios de comunicação externa, medida típica do modelo penitenciário federal criado justamente para garantir segurança, disciplina e controle.

A defesa de Vorcaro afirmou, em nota, estar surpresa e indignada com a divulgação das fotos feitas no ambiente prisional. Segundo os advogados, a exposição teria como objetivo constranger e desgastar a imagem do cliente.

Os defensores também informaram que pretendem solicitar novamente a abertura de inquérito para apurar o vazamento das imagens, na expectativa de identificar eventuais responsáveis pela divulgação.

Enquanto isso, no campo jurídico, o roteiro segue aquele que a legislação brasileira prevê. A investigação continua seu curso, as garantias legais permanecem asseguradas e o sistema de Justiça cumpre o papel que a Constituição determina. Afinal, quando o assunto é crime, quem decide o desfecho não são versões ou aparências, mas as provas analisadas dentro do devido processo legal.

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