Combate ao crime organizado alcança resultados históricos com gestão eficiente de ativos
Ações do Ministério da Justiça geram quase R$ 481 milhões e fortalecem políticas públicas em 2025
RedaçãoAs ações coordenadas pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) alcançaram resultados inéditos em 2025 no enfrentamento financeiro ao crime organizado. A Diretoria de Gestão de Ativos e Justiça (DGA), vinculada à Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad), registrou recordes na alienação e na gestão de bens apreendidos, especialmente aqueles relacionados ao tráfico de drogas, reforçando a estratégia de descapitalização criminosa adotada pelo governo federal.
Ao longo do ano, foram realizados 502 leilões, o maior número já registrado, com a alienação de mais de 10.990 ativos. Entre os destaques estão a venda de 51 imóveis ligados ao tráfico de drogas e a arrecadação superior a R$ 104 milhões apenas com esse tipo de bem — o maior valor histórico já obtido nessa modalidade.
Outro avanço significativo foi a ampliação das alienações antecipadas, mecanismo que permite a venda de bens antes do trânsito em julgado, mediante autorização judicial. Em 2025, mais da metade dos ativos alienados utilizou esse instrumento, o que contribuiu para acelerar a retirada de recursos do circuito criminoso, evitar a depreciação patrimonial e aumentar a eficiência na arrecadação.
O trabalho desenvolvido pela DGA reflete uma atuação técnica, integrada e contínua, baseada em planejamento, articulação institucional e aprimoramento dos processos de gestão de ativos. Essa atuação garante a correta administração, custódia e destinação dos bens apreendidos, fortalecendo as políticas públicas de combate ao tráfico de drogas e a outras atividades ilícitas.
Os resultados também se traduziram em um marco financeiro: a Receita da Gestão de Ativos (RGA) atingiu aproximadamente R$ 481 milhões em 2025, o maior volume já registrado. Desse total, cerca de R$ 390 milhões foram destinados ao Fundo Nacional Antidrogas (Funad), que financia ações de prevenção, tratamento, repressão ao tráfico e reinserção social.
Com esses números, o Ministério da Justiça consolida um novo patamar na política de descapitalização do crime organizado. A conversão de bens ilícitos em recursos para a sociedade reforça a transparência, a eficiência administrativa e o fortalecimento do Estado, ao mesmo tempo em que enfraquece financeiramente as organizações criminosas e amplia a proteção à população.