DHPP aperta cerco e expõe brutalidade de grupo criminoso em Teresina
Operação revela detalhes do sequestro e execução de jovem e reforça alerta contra facções
RedaçãoO Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) amanheceu lembrando aos criminosos que, apesar das tentativas de “tribunais do crime”, quem manda é o Estado. A operação desta sexta-feira (28) mirou envolvidos no sequestro, tortura, homicídio e ocultação do corpo do jovem Bartolomeu Gabriel Oliveira Gomes, de 22 anos — um caso que mobiliza a sociedade pela crueldade e pela ousadia do grupo criminoso.
O corpo de Bartolomeu foi encontrado às margens da BR-316 em 30 de outubro de 2024, após ter sido sequestrado um mês antes em um clube da zona Sul. Três investigados — Gutemberg Pereira, Elianderson de Sousa e Carlos Alberto — já estavam presos desde uma ação do Draco no Torquato Neto. Outros dois, Jardielson Araújo e Samuel dos Santos, seguem fazendo o velho papel do foragido que “quase foi, mas não foi”.
Durante a ação desta sexta, o DHPP tentou capturar um deles, mas o alvo escapou minutos antes da chegada da polícia, deixando rastros e documentos pelo caminho. Segundo o delegado Danúbio Dias, o grupo é de alta periculosidade — daqueles que adoram espalhar terror, mas tremem quando a porta bate às seis da manhã.
As investigações revelam que Bartolomeu foi sequestrado ao ser reconhecido por criminosos, levado a um cativeiro, torturado e executado na Vila Babilônia. O corpo ficou enterrado por mais de um mês, até que, com a repercussão do desaparecimento, os criminosos improvisaram uma “mudança” macabra: desenterraram o cadáver, obrigaram um morador a fornecer o carro e o largaram às margens da BR-316 para tentar confundir a polícia. Tentaram — mas não conseguiram.
A apuração integrada entre DHPP e Draco desmontou a atuação da célula criminosa, responsável por aplicar julgamentos internos enquanto avançava sobre territórios e vítimas. O Ministério Público já denunciou o grupo, e novas linhas de investigação buscam cativeiros usados pelos criminosos e conexões com outros casos.
Enquanto os envolvidos tentam justificar o assassinato sob a desculpa de rivalidade entre facções — versão rejeitada pela família — o DHPP reforça que o único “tribunal” válido é o da Justiça.
E para os que ainda insistem na vida criminosa, o recado das forças de segurança é direto: se o esconderijo não mudou, é só questão de tempo até a campainha tocar.