DHPP investiga morte de idosa encontrada em casa na zona Leste de Teresina

Filho da vítima foi autuado em flagrante; polícia apura dinâmica e estado mental do suspeito
Redação

A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa investiga o assassinato da aposentada Rita de Cássia Albuquerque Silva, de 75 anos, encontrada morta dentro de uma residência no bairro São Cristóvão, zona Leste de Teresina.

O corpo da idosa foi localizado no domingo (17), mas a suspeita da polícia é de que o crime tenha ocorrido dois dias antes, na sexta-feira (15).

Foto: Reprodução
DHPP

Segundo informações repassadas pelo coordenador do DHPP, delegado Francisco Baretta, o principal suspeito é o filho da vítima, que foi autuado em flagrante pelo crime. Conforme a investigação, ele apresentaria quadro de esquizofrenia e resistia a uma possível internação que vinha sendo discutida pelos familiares.

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De acordo com os relatos levantados pela polícia, Rita de Cássia teria ido até a residência do filho para entregar medicamentos quando ocorreu uma discussão entre os dois. Durante o desentendimento, o suspeito teria utilizado uma pequena faca de serra para atacar a mãe.

A vítima sofreu ferimentos no pescoço, rosto e também apresentava lesões de defesa nos braços e mãos, indicando tentativa de reação durante a agressão. A arma utilizada foi apreendida no local.

A polícia informou ainda que a primeira pessoa da família a chegar ao imóvel foi uma sobrinha da vítima, que atua como delegada no estado do Ceará. Ao encontrar a residência fechada, ela acionou um chaveiro para abrir o imóvel. No interior da casa, o suspeito estava em estado de agitação e o corpo já apresentava forte odor, reforçando a suspeita de que a morte ocorreu dias antes da localização.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) também foi acionado após o suspeito relatar que teria ingerido uma substância tóxica. Ele foi encaminhado ao Hospital Areolino de Abreu para avaliação médica.

Segundo o delegado Baretta, o fato de o investigado possuir possível transtorno mental não impede a autuação em flagrante. A análise sobre eventual incapacidade de entendimento no momento do crime deverá ser feita posteriormente pela Justiça e pelo Ministério Público, com base em laudos médicos e documentos técnicos.

O suspeito passará por audiência de custódia, e a Justiça poderá decidir pela manutenção da prisão ou eventual internação hospitalar.

O caso segue sob responsabilidade da Delegacia de Feminicídios do DHPP, que deverá concluir o inquérito nos próximos dias devido à prisão em flagrante do investigado.

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