Fachadas desabam no Dirceu e fiscalização tira mais um dia de folga

Idoso é atingido após estruturas cederem; fiação exposta prende funcionários
Redação
Bombeiros atuam no desabamento de lojas no Dirceu em Teresina (Foto: CV)
Bombeiros atuam no desabamento de lojas no Dirceu em Teresina (Foto: CV)
Bombeiros atuam no desabamento de lojas no Dirceu em Teresina (Foto: CV)
Bombeiros atuam no desabamento de lojas no Dirceu em Teresina (Foto: CV)
Bombeiros atuam no desabamento de lojas no Dirceu em Teresina (Foto: CV)
Bombeiros atuam no desabamento de lojas no Dirceu em Teresina (Foto: CV)

Quatro fachadas de lojas desabaram no fim da manhã desta quarta-feira (4) na principal avenida do bairro Dirceu Arcoverde, zona Sudeste de Teresina. Além das estruturas metálicas, as paredes frontais também vieram abaixo — e atingiram um idoso que passava pela calçada.

Adão Campelo da Fonseca, de 63 anos, ficou preso sob os escombros e foi retirado por populares antes mesmo da chegada do socorro oficial. Ele sofreu apenas escoriações leves. “Eu tava passando ali por debaixo, na calçada. Aí caiu tudo duas vezes”, relatou. Sobreviveu ao susto. A pergunta que fica é: a estrutura sobreviveria a uma vistoria técnica?

Foto: CV
Bombeiros atuam no desabamento de lojas no Dirceu em Teresina

Outras quatro pessoas ficaram presas dentro das lojas por causa da fiação elétrica exposta após o desabamento. A situação só foi controlada depois que a Equatorial Piauí desligou a rede, permitindo que o Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Piauí realizasse o resgate. Felizmente, ninguém ficou ferido.

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Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o momento em que homens retiram tijolos e estruturas metálicas para puxar o idoso dos escombros. Solidariedade popular funcionando em tempo real — enquanto a prevenção, ao que tudo indica, ficou no papel.

A gerente de uma das lojas afirmou que não sabe apontar exatamente o que provocou o desabamento, mas mencionou peso excessivo das placas e possível fragilidade da estrutura antiga. Segundo ela, já havia sinais como goteiras e placas inclinando para frente. Indícios que, ironicamente, costumam ser vistos antes que tudo venha abaixo.

O episódio reacende um debate incômodo: como estão sendo fiscalizadas as obras e adaptações feitas por particulares na capital? Estruturas comerciais em avenidas movimentadas exigem responsabilidade técnica e acompanhamento rigoroso. Quando isso falha, quem paga o preço é quem simplesmente está passando pela calçada.

Desta vez, o saldo foi apenas material e um cotovelo ralado. Mas a cidade não pode depender da sorte para garantir segurança. Porque fachada não desaba sozinha — e fiscalização não deveria ser item decorativo.

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Bombeiros atuam no desabamento de lojas no Dirceu em Teresina
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