Fuga frustrada: Polícia paraguaio com apoio da PF prende Silvinei Vasques no Paraguai

Condenado por trama golpista, ex-diretor da PRF tentou escapar com passaporte falso
Redação

A tentativa de sair de cena terminou antes da decolagem. O ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, Silvinei Vasques, foi preso nesta sexta-feira (26) no Paraguai enquanto tentava fugir do país, segundo a Polícia Federal — que mostrou, mais uma vez, que tornozeleira rompida não é sinônimo de liberdade.

Foto: Governo paraguaio
Ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal Silvinei Vasques em custódia da Direção Nacional de Migrações no Paraguai

Condenado neste mês pelo STF a 24 anos e seis meses de prisão por participação na trama golpista ligada ao governo Jair Bolsonaro, Silvinei foi detido no aeroporto de Assunção ao tentar embarcar para El Salvador usando um passaporte paraguaio falso. Um detalhe: o passaporte brasileiro estava cancelado, e a tornozeleira eletrônica, rompida em Santa Catarina, já havia acionado o alerta.

Após o rompimento do equipamento, a PF comunicou o ministro Alexandre de Moraes, que decretou a prisão preventiva. A suspeita é que o ex-diretor tenha seguido de carro até o Paraguai, numa rota que não passou despercebida pelas autoridades.

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Foto: Governo paraguaio
Foto de Silvinei Vasques enviada por policiais paraguaios a autoridades brasileiras para tentar identificar o ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal

Silvinei havia sido condenado no dia 16 de dezembro e seguia em liberdade enquanto corria o prazo para recurso. A conta, porém, não fechou. Agora, o governo brasileiro trabalha para trazê-lo de volta o mais rápido possível. O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, entrou em contato com o ministro do Interior do Paraguai para acelerar a extradição.

A condenação inclui 22 anos de reclusão em regime fechado, mais 2 anos e 6 meses de detenção, além de 120 dias-multa. Segundo a PGR, Silvinei integrou um núcleo estratégico que articulou medidas para tentar viabilizar um golpe de Estado, ao lado de outros ex-integrantes do governo, também já condenados.

Não é a primeira vez que a Justiça precisa cortar asas de quem tenta escapar. Casos semelhantes envolveram outros nomes ligados ao bolsonarismo e aos atos golpistas do 8 de Janeiro — alguns presos no exterior, outros já extraditados.

No fim das contas, a mensagem é clara: a Justiça pode até demorar, mas a PF costuma chegar antes do embarque.

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