Influência digital não convence juiz, e Justiça mantém prisões preventivas
Polícia apreende drogas e armas; audiência confirma trabalho investigativo
RedaçãoA influenciadora Letícia Ellen e Jorge Luís, o “Jorginho”, descobriram que curtidas não substituem provas: após audiência de custódia realizada na sexta-feira (12), em Timon (MA), a Justiça converteu as prisões em preventivas. A informação foi confirmada pelo diretor de Operações Policiais da Polícia Civil do Piauí, delegado Tales Gomes.
Os dois foram presos na quinta-feira (11), em um sítio na zona rural de Timon, durante ação policial que encontrou cocaína, armas de fogo, munições e balanças de precisão — itens que, ao que tudo indica, não fazem parte de nenhum “conteúdo patrocinado”. O caseiro do local, detido na operação, recebeu liberdade provisória com medidas cautelares, numa demonstração de que a Justiça sabe diferenciar responsabilidades.
Segundo a Diretoria de Operações Policiais (DEOP), a investigação também alcança um capítulo mais grave: Jorge Luís tinha mandado de prisão em aberto pelo homicídio de Jad Rubens, apontado como gerente do tráfico de uma facção criminosa. A vítima foi sequestrada durante um baile reggae em Teresina e encontrada morta nas proximidades do Rodoanel, na zona Sul da capital.
Concluída a audiência, Letícia Ellen e Jorge Luís foram encaminhados ao sistema prisional do Maranhão, onde permanecem à disposição da Justiça — enquanto a polícia segue fazendo o que se espera dela: investigar, prender e apresentar resultados.