Justiça manda retomar investigação da Operação Carbono Oculto
Decisão reforça continuidade do caso e preserva medidas contra investigados no Piauí
RedaçãoO desembargador José Vidal de Freitas Filho, do Tribunal de Justiça do Piauí, determinou a retomada da Operação Carbono Oculto 86, que apura suspeitas de ligação entre empresários do setor de combustíveis e organização criminosa com atuação nacional.
A decisão, proferida nesta quinta feira (23), atende a pedido do Ministério Público do Estado do Piauí e suspende os efeitos de uma determinação anterior que havia interrompido as investigações e revogado medidas cautelares.
Segundo o magistrado, o juiz da Central de Inquéritos que determinou o trancamento do inquérito já não possuía competência para decidir sobre o caso, uma vez que já havia denúncia formal apresentada envolvendo os mesmos fatos. Com isso, a análise deveria seguir para a fase de instrução e julgamento, conforme entendimento consolidado do Supremo Tribunal Federal.
Com base nesse entendimento, o desembargador reconheceu a nulidade da decisão anterior e determinou a retomada imediata das medidas cautelares, incluindo bloqueio de bens, suspensão de atividades empresariais e interdição de estabelecimentos.
O processo também foi redistribuído para a Vara de Delitos de Organização Criminosa de Teresina, que passa a conduzir a análise do caso.
A investigação envolve os empresários Haran Santhiago Girão Sampaio e Danillo Coelho de Sousa, ligados à rede de Postos HD, suspeitos de participação em esquema de lavagem de dinheiro com possível vínculo ao Primeiro Comando da Capital.
Anteriormente, o inquérito havia sido arquivado após decisão judicial que apontou supostas irregularidades na obtenção de provas, incluindo o compartilhamento de dados financeiros sem autorização prévia. A nova decisão, no entanto, restabelece o andamento das apurações.
A retomada da Operação Carbono Oculto reforça a importância da continuidade das investigações para o pleno esclarecimento dos fatos, garantindo que eventuais responsabilidades sejam apuradas dentro do devido processo legal.
O objetivo, segundo as autoridades, é assegurar que prevaleçam a lei, a ordem pública e a segurança econômica no estado, com a devida responsabilização de quem for comprovadamente envolvido em práticas ilícitas.