Justiça mantém preso empresário acusado de matar policial do Draco durante operação

Desembargador rejeita habeas corpus e reforça necessidade de custódia diante da gravidade do crime
Redação

A Justiça do Maranhão decidiu manter a prisão do empresário Bruno Manoel Gomes Arcanjo, acusado de assassinar o policial civil Marcelo Soares Costa, de 42 anos, integrante do Departamento de Repressão às Ações Criminosas do Piauí (Draco). O desembargador Ronaldo Maciel, da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão, negou o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa e considerou legítima a continuidade da prisão preventiva.

Foto: Foto montagem
Bruno Arcanjo suspeito de matar Marcelo Soares

O acusado está preso desde o dia do crime, ocorrido em 3 de setembro de 2024, em Santa Luzia do Paruá (MA). Na ocasião, o policial Marcelo Soares participava do cumprimento de mandados da Operação Turismo Criminoso, que investigava fraudes no Departamento Estadual de Trânsito do Piauí (Detran), quando foi surpreendido por disparos de arma de fogo. O policial foi atingido no tórax, chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.

Desde então, a defesa de Bruno Arcanjo tem tentado reverter a prisão na Justiça. O empresário já foi pronunciado e deverá ser julgado pelo Tribunal do Júri, o que reforça a existência de indícios suficientes de autoria e materialidade do crime, conforme entendimento judicial.

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No pedido de habeas corpus, a defesa alegou ausência dos requisitos para a manutenção da prisão preventiva, sustentando tese de legítima defesa sob o argumento de que o acusado teria confundido os policiais com criminosos invadindo sua residência. Também foram levantadas dúvidas sobre a autoria do disparo fatal, suposta falta de fundamentação da decisão judicial e a possibilidade de substituição da prisão por domiciliar.

Ao analisar o pedido, o desembargador Ronaldo Maciel destacou que a defesa não apresentou fatos novos capazes de justificar a soltura do acusado. Na decisão, o magistrado ressaltou que não há base legal para concessão de prisão domiciliar e que a gravidade do crime e as circunstâncias do caso impõem a manutenção da custódia cautelar.

Segundo informações da polícia, Bruno Arcanjo atuava como empresário no ramo hortifrutigranjeiro no Maranhão, mas já possuía antecedentes policiais no Piauí. Para a Justiça, a prisão segue necessária para garantir a ordem pública e assegurar o regular andamento do processo, reafirmando o compromisso do Judiciário com a responsabilização de crimes cometidos contra agentes da lei.

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