Justiça revoga prisão domiciliar e ex-suplente condenado por estupro volta para a cadeia no Piauí
Condenado por estupro de vulnerável violou tornozeleira e foi localizado pela polícia em menos de 24 horas
RedaçãoO ex-suplente de vereador de Sebastião Barros, Gasparino Lustosa Azevedo, de 37 anos, voltou para a prisão após a Justiça revogar o benefício de prisão domiciliar que ele cumpria com tornozeleira eletrônica. Condenado a dez anos de prisão pelo crime de estupro de vulnerável, ele foi preso novamente pela Polícia Civil do Piauí na manhã desta sexta feira.
A decisão judicial ocorreu após o sistema de monitoramento eletrônico registrar violações nas regras da prisão domiciliar. Em outras palavras, o benefício concedido pela Justiça acabou sendo tratado com pouca responsabilidade por quem deveria, no mínimo, cumpri lo à risca.
Diante das irregularidades, a Justiça expediu um novo mandado de prisão na quinta feira. A resposta veio rápido. Equipes da Delegacia de Polícia Civil de Corrente iniciaram diligências e localizaram o condenado em menos de 24 horas.
Gasparino foi conduzido ao sistema prisional, onde passa a ficar novamente à disposição da Justiça. Um lembrete prático de que tornozeleira eletrônica não é exatamente um acessório decorativo.
O condenado já havia sido preso em novembro de 2024 após trabalho de inteligência que o localizou na cidade de Brasília, quando estava foragido. Depois disso, passou a cumprir prisão domiciliar com monitoramento eletrônico, benefício que acabou perdendo após descumprir as regras impostas.
Mesmo com condenação definitiva, Gasparino Lustosa Azevedo chegou a disputar as eleições de 2024 e foi eleito suplente de vereador em Sebastião Barros, município localizado a cerca de 940 quilômetros de Teresina, com 135 votos.
A situação, claro, não passou despercebida. O Ministério Público Eleitoral apontou que ele omitiu informações sobre a condenação ao registrar a candidatura e apresentou denúncia por falsidade ideológica eleitoral, crime previsto no artigo 350 do Código Eleitoral.
Em outubro de 2025, o Tribunal Regional Eleitoral do Piauí decidiu por unanimidade anular o diploma de suplente de vereador. O tribunal reconheceu que o condenado estava com os direitos políticos suspensos em razão da condenação criminal.
Segundo a decisão judicial que resultou na pena de dez anos de prisão, Gasparino violentou uma adolescente dentro do próprio carro, na zona rural de Sebastião Barros, após ameaças e agressões físicas. A vítima sofreu lesões e ficou profundamente traumatizada.
Com a nova prisão, a Justiça reforça o que deveria ser óbvio: crimes graves não desaparecem com candidaturas eleitorais e tampouco com o uso de uma tornozeleira eletrônica.