Médico é preso suspeito de abusar pacientes durante consultas em Goiás

Polícia identifica 23 vítimas e investiga possível padrão recorrente de crimes
Redação

Um médico ginecologista foi preso preventivamente na quinta-feira (23), em Goiânia, suspeito de cometer uma série de crimes sexuais contra pacientes durante consultas. A prisão foi realizada pela Polícia Civil de Goiás, por meio da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher.

Foto: Reprodução
Polícia Civil do Goiás

Segundo as investigações, ao menos 23 mulheres já foram identificadas como possíveis vítimas, sendo 10 em Goiânia e 13 em Senador Canedo. Os relatos apontam que os abusos teriam ocorrido durante atendimentos médicos, momento em que as pacientes se encontravam em situação de vulnerabilidade física e emocional.

De acordo com a polícia, as denúncias envolvem a realização de exames sem justificativa clínica e atos sem consentimento, caracterizando suspeita de estupro de vulnerável. Os primeiros registros datam de 2017, mas novos casos surgiram ao longo dos anos, indicando possível continuidade das práticas.

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A delegada responsável pelo caso destacou que a prisão preventiva foi solicitada diante do risco de reincidência e da gravidade dos fatos. Mesmo com a suspensão do registro profissional, as autoridades entenderam que a medida era necessária para garantir a segurança de outras possíveis vítimas e a continuidade das investigações.

O Conselho Regional de Medicina de Goiás informou que o registro do médico está suspenso por decisão judicial e que eventuais apurações éticas seguem em sigilo, conforme a legislação.

O caso também levanta um alerta importante sobre a necessidade de confiança e segurança na relação entre profissionais de saúde e pacientes. Especialistas destacam que qualquer procedimento deve ser explicado previamente e realizado com consentimento, sendo fundamental que vítimas denunciem situações suspeitas.

A defesa do médico afirma que ele é inocente, contesta a necessidade da prisão e diz que o profissional tem colaborado com as investigações. O caso segue em apuração, e a polícia mantém o canal aberto para que outras possíveis vítimas possam procurar as autoridades.

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