Operação prende 61 no Piauí e mostra que crime “sofisticado” ainda deixa rastro

Cocaína em piso falso e ouro derretido não escapam da polícia
Redação
Operação Cerco Fechado (Foto: SSP-PI)
Operação Cerco Fechado (Foto: SSP-PI)
Operação Cerco Fechado (Foto: SSP-PI)
Operação Cerco Fechado (Foto: SSP-PI)
Operação Cerco Fechado (Foto: SSP-PI)
Operação Cerco Fechado (Foto: SSP-PI)
Operação Cerco Fechado (Foto: SSP-PI)
Operação Cerco Fechado (Foto: SSP-PI)
Operação Cerco Fechado (Foto: SSP-PI)
Operação Cerco Fechado (Foto: SSP-PI)
Operação Cerco Fechado (Foto: SSP-PI)
Operação Cerco Fechado (Foto: SSP-PI)
Operação Cerco Fechado (Foto: SSP-PI)

A Polícia Civil do Piauí deflagrou, nesta terça-feira (24), mais uma fase da operação Cerco Fechado, deixando claro que, por mais “criativas” que sejam as estratégias do crime, a conta costuma chegar e, dessa vez, chegou para pelo menos 61 pessoas.

Coordenada pela Delegacia-Geral, sob comando do delegado-geral Luccy Keiko, a ofensiva já alcançou 22 municípios e cumpriu 96 mandados de busca e apreensão. No saldo parcial: seis armas de fogo apreendidas, cerca de R$ 109 mil em bens, 34 celulares e mais algumas tentativas frustradas de burlar a lei.

Foto: SSP-PI
Operação Cerco Fechado

Quando o crime tenta inovar, a polícia acompanha

Continue lendo após a publicidade

A operação teve como foco crimes de maior gravidade, como roubos, homicídios, feminicídios, latrocínios e tráfico de drogas. Ou seja, exatamente aqueles delitos que mais impactam a vida da população — e que exigem resposta direta do Estado.

E resposta foi o que não faltou.

Em Teresina, equipes do Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas colocaram fim à atuação de um grupo especializado em roubos de joias e ouro. Segundo o delegado Laércio Evangelista, os suspeitos já vinham sendo monitorados há algum tempo o suficiente para garantir que, desta vez, ninguém escapasse.

Entre os presos, estavam não só os executores dos roubos, mas também os chamados “especialistas” em apagar provas. Um dos receptadores, por exemplo, optava por derreter as joias roubadas, transformando tudo em barras de ouro como se isso fosse suficiente para eliminar rastros. Não foi.

Criatividade do tráfico esbarra na experiência policial

Já no combate ao tráfico, o Departamento Estadual de Repressão ao Narcotráfico mostrou que esconder droga em piso falso e cobrir com café pode até parecer engenhoso, mas não é exatamente infalível.

Durante a ação, cerca de 20 kg de cocaína foram apreendidos em um imóvel na zona Sul da capital. A droga estava cuidadosamente escondida em um compartimento oculto, numa tentativa de despistar até cães farejadores. Tentativa válida sucesso, nem tanto.

O coordenador do Denarc, Samuel Silveira, destacou que a apreensão é resultado direto da experiência acumulada pelas equipes, que já conhecem bem esse tipo de estratégia.

Cerco fechado, literalmente

A operação integra o programa Pacto pela Ordem, iniciativa do Governo do Estado voltada ao enfrentamento da criminalidade em múltiplas frentes. A proposta é simples: agir de forma simultânea, coordenada e contínua algo que, ao que tudo indica, tem dificultado bastante a vida de quem insiste em viver à margem da lei.

No fim das contas, a mensagem parece clara: pode até haver tentativa de sofisticar o crime, mas a resposta da polícia segue no mesmo ritmo e, pelo visto, um passo à frente.

Foto: SSP-PI
Operação Cerco Fechado
Foto: SSP-PI
Operação Cerco Fechado
Foto: SSP-PI
Operação Cerco Fechado
Foto: SSP-PI
Operação Cerco Fechado
Foto: SSP-PI
Operação Cerco Fechado
Foto: SSP-PI
Operação Cerco Fechado
Foto: SSP-PI
Operação Cerco Fechado
Foto: SSP-PI
Operação Cerco Fechado
Foto: SSP-PI
Operação Cerco Fechado
Foto: SSP-PI
Operação Cerco Fechado
Foto: SSP-PI
Operação Cerco Fechado
Foto: SSP-PI
Operação Cerco Fechado
Foto: SSP-PI
Operação Cerco Fechado

Leia também