Polícia bate à porta e lembra quem manda: operação cumpre 24 mandados em Altos
Grupo que ostentava crime nas redes sociais agora encara a lei de perto
RedaçãoA Secretaria de Segurança Pública do Piauí mostrou, nesta quinta-feira (29), que domínio territorial e intimidação virtual não impressionam quem trabalha com investigação e mandado judicial. Uma operação integrada foi deflagrada no município de Altos para combater o tráfico de drogas e desarticular uma organização criminosa que atuava livremente — até a polícia chegar.
Ao todo, foram cumpridos 24 mandados judiciais, sendo 10 prisões temporárias e 14 mandados de busca e apreensão. Segundo as investigações, o grupo usava redes sociais para fazer apologia ao crime e tentar impor medo à população, numa estratégia que funcionou… até esbarrar na lei.
O trabalho policial foi baseado em relatórios de inteligência, diligências de campo e análises técnicas e telemáticas, que permitiram identificar os integrantes da organização e vinculá-los diretamente a crimes recorrentes, especialmente o tráfico de drogas e ações típicas do crime organizado.
Diante da gravidade dos fatos, do risco à ordem pública e da possibilidade de interferência nas investigações, a Justiça autorizou as medidas, garantindo respaldo legal à ofensiva das forças de segurança.
Em uma das residências alvo da operação, os policiais apreenderam duas armas de fogo, munições, drogas, balanças de precisão e dinheiro — um pacote completo que dispensou apresentações.
Para o coordenador do DRACO, delegado Laércio Evangelista, a operação é mais um passo firme no enfrentamento ao crime organizado.
“As investigações permitiram identificar a estrutura da organização criminosa e seus integrantes. O cumprimento dos mandados é fundamental para enfraquecer o grupo e garantir mais segurança à população”, afirmou.
A ação contou com a atuação integrada do DRACO, DENARC, Força Estadual Integrada de Segurança Pública (FEISP), Núcleo de Operações com Cães e da Polícia Militar, por meio do BEPI e do BOPE.
No saldo do dia, a mensagem foi clara: nas redes sociais até dá para posar de valente, mas fora da lei, mais cedo ou mais tarde, a polícia aparece para colocar a ordem no feed — e nas ruas.