Polícia desmonta “joalheria do crime” que achou que poderia brilhar impune

Operação Crisol de Ouro prende quadrilha que tratava Teresina como vitrine de luxo ilegal
Redação

A manhã desta sexta-feira (12) foi menos cintilante para um grupo que acreditou que roubar R$ 1 milhão em joias seria tão fácil quanto escolher peça em vitrine. A Operação Crisol de Ouro, da Secretaria de Segurança Pública do Piauí, mostrou que brilho mesmo quem tem é a polícia — e não os suspeitos de integrar o esquema de roubo e receptação.

Foto: SSP-PI
Operação de combate a furto e roubo de joias

Quatro pessoas foram presas, incluindo um velho conhecido das forças de segurança: A.C.V., que havia sido flagrado dias após o crime e, mesmo de tornozeleira, aparentemente achou que ainda tinha “liberdade” para continuar na vida errada. A polícia descreve o grupo como organizado e especializado, embora a especialização tenha durado só até os investigadores começarem a juntar as peças do quebra-cabeça.

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Foto: SSP-PI
Operação de combate a furto e roubo de joias

O crime ocorreu em 8 de outubro, quando dois homens armados invadiram um estabelecimento na zona Leste de Teresina, renderam o vigilante e fugiram com uma maleta de joias avaliadas em cerca de R$ 1 milhão. A prisão de A.C.V. dias depois, com parte das joias e uma arma, abriu caminho para que a Polícia Civil desvendasse o roteiro completo da quadrilha.

Foram identificados quatro suspeitos de participação direta ou de apoio logístico:

  • A.C.V., apontado como um dos executores;
  • F.W.M.C., o “Bruno Show”, responsável pela logística e pelo fluxo financeiro — só faltou o show dar certo;
  • P.J.P.Q.F., vigilante do local, suspeito de fornecer informações internas;
  • W.F.P.S., receptador experiente em transformar joias alheias em metal derretido, com histórico em operações semelhantes.

Segundo o delegado Eduardo Aquino, do Draco, o grupo está longe de ser o elenco completo. Mandados de prisão, busca e apreensão e sequestro de bens foram cumpridos, mas a investigação continua para alcançar os demais envolvidos.

A operação reúne Draco, Feisp, Bepi e unidades de inteligência da SSP e da Polícia Civil — um time que mostrou que, quando a sociedade precisa, o ouro verdadeiro é a eficiência policial.

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