Prefeito de Sebastião Barros é preso por posse irregular de arma e liberado após pagar fiança

Prisão ocorreu durante operação da PF e CGU que apura fraudes em licitações e corrupção na área da saúde
Redação

O prefeito de Sebastião Barros, Pablo Carvalho, foi preso em flagrante na manhã desta quarta-feira (10) por posse irregular de arma de fogo durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão da Operação Expansão de Domínio, realizada pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU) no Sul do Piauí.

Foto: Reprodução
Prefeito de Sebastião Barros, Pablo Carvalho

Segundo a Polícia Civil, uma arma de fogo em situação irregular, além de munições, foi encontrada na residência do gestor. Após ser conduzido à Delegacia Seccional de Corrente, Pablo Carvalho foi autuado em flagrante e teve arbitrada uma fiança no valor de R$ 64.960, equivalente a 40 salários mínimos. O valor foi pago e o prefeito foi liberado para responder ao processo em liberdade.

De acordo com o delegado Yure Saulo, responsável pela Delegacia Seccional de Corrente, a autuação se refere exclusivamente ao crime de posse irregular de arma de fogo, sem relação direta com os demais fatos investigados pela operação.

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A prisão ocorreu durante a Operação Expansão de Domínio, que investiga um suposto esquema de fraude em licitações, corrupção, associação criminosa e lavagem de dinheiro envolvendo contratos para aquisição de materiais hospitalares e odontológicos em municípios piauienses.

Por determinação do desembargador federal Marcus Vinicius Reis Bastos, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão nos municípios de Bela Vista do Piauí, São Braz do Piauí, São Raimundo Nonato, Corrente e Sebastião Barros.

Além das buscas, a Justiça também determinou o afastamento cautelar de servidores públicos de alto escalão ligados às administrações investigadas.

Foto: PF
Dinheiro e arma apreendidos durante operação da Polícia Federal

Segundo o superintendente da CGU no Piauí, Hélio Benvindo, há indícios de que empresas contratadas pelos municípios ofereciam vantagens indevidas a agentes públicos.

"As investigações apontam suspeitas de concessão de benefícios, bens e valores a gestores públicos por parte de empresas contratadas", afirmou.

Em nota, Pablo Carvalho informou que colaborou integralmente com as autoridades durante o cumprimento da medida judicial e declarou não ter conhecimento de qualquer irregularidade relacionada às licitações ou contratos investigados.

O prefeito também negou informações sobre eventual apreensão de dinheiro em sua residência e afirmou que continuará exercendo normalmente o cargo. Segundo ele, todas as contratações realizadas pela administração municipal seguiram os trâmites legais e os princípios da transparência e da legalidade.

As investigações da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União seguem em andamento para apurar possíveis irregularidades na aplicação de recursos públicos destinados à área da saúde.

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